Cristão verdadeiro.

Introdução

Uma das histórias contadas pelo Senhor Jesus que todos conhecemos muito bem é a “parábola do joio” (Mt 13.24-30). Descobrimos nessa parábola que não é tarefa fácil separar o crente verdadeiro do falso. São tão pa­recidos que há o risco de alguém tentar separá-los e se enganar, de modo que apenas no tempo de Deus, mediante a apresentação dos frutos, é que o julga­mento acontecerá.

A grande questão está no fato de que as características do crente verda­deiro não são externas, mas trata-se de uma atitude de coração, de uma mudança de mente, da maneira como se relaciona com o Senhor Jesus. O ver­dadeiro crente procura ser semelhante a Jesus. O texto da lição de hoje nos ajuda a examinar exatamente essa dimensão do caráter cristão que se manifesta no relacionamento do crente com Jesus.

I. Crentes sabem quem é Jesus (1Jo 2.1)

O conhecimento de Jesus tem múltiplas faces e implicações. Ele é muito mais do que aquilo que se pode revelar em apenas um verso da Bíblia. Da mesma forma como uma dona de casa tem muitas vasilhas e muitos temperos e, no momento de preparar um prato delicioso, não usa todas as vasilhas nem todos os temperos, mas apenas aqueles de que precisa para pro­duzir o sabor que deseja, assim também o crente conhece Jesus e é abençoado pela qualidade necessária a cada mo­mento de sua vida. Ele é o “socorro bem presente” (Sl 46) na hora da angústia, a força na fraqueza, a companhia na solidão, a paz em tempo de guerra. Ele é o Advogado junto ao Pai no momento do nosso pecado.

Enquanto fomos separados de Deus por causa de nossos pecados, Ele é aquele que está junto ao Pai. Enquanto somos injustos, Ele é “o justo”. Não ape­nas justo, mas Ele é também justo “para nos perdoar” (1Jo 1.9), é aquele que jus­tifica, pois “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1). Ainda que nos reconheçamos pecadores, somos exortados a que não pequemos. Isso significa que, mesmo sendo pecador, o crente não vive na prática deliberada do pecado, porque o seu desejo é viver na luz e agradar Aquele que o chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz. Ainda assim, quem “pensa estar em pé veja que não caia” (1Co 10.12). Continuamos com a possibilidade de pecar.

A pessoa que não chegou ao co­nhecimento da verdade não tem solução para o problema do pecado. Ela ignora que está pecando ou continua no pecado, fazendo do ato pecaminoso uma prática natural de vida, ou luta contra o pecado com armas inúteis – recursos inade­quados como boas obras, rezas, esforço pessoal ou qualquer outro. O crente sabe que Jesus é o Advogado – aquele que é “chamado para o lado”, nosso intercessor junto a Deus ( Jo 14.16,25; 15.6; 16.7). Como lembra o Dr. Shedd, “a intercessão de Cristo é a aplicação contínua de Sua morte para nossa salvação”. O crente sabe quem é Jesus!

II. Crentes confiam naquilo que Cristo fez (1Jo 2.2)

O justo, Jesus Cristo, é também a propiciação pelos nossos pecados. Foi o sangue de Jesus, vertido pelos nossos pecados, que tornou possível a propiciação.

1. Suficiente para o meu pecado

O termo propiciação é bastante ligado à ideia de propiciar, ou tornar possível. No caso bíblico, propiciatório é o lugar onde os pecados eram expiados ou removidos. Em Romanos 3.25, somos informados que “Deus propôs, no seu san­gue (de Jesus), como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos”. Deve-se observar novamente a íntima ligação en­tre a justiça ( Jesus é o justo – 1Jo 2.2) e a propiciação. Através da morte de Cristo, Deus remove os pecados do Seu povo, não apenas simbolicamente como no ritual de Levítico 16, mas em fato e realidade, limpando a consciência do homem e eliminando sua culpabilidade perante Deus (veja o comentário da Bíblia Vida Nova para Rm 3.25).

O crente honra a Deus não apenas no ato de buscar o Seu perdão, mas também na disposição consequente e continuada de perceber-se perdoado. Ainda que o inimigo use inúmeros ar­tifícios para fazer-nos lembrar de nossa indignidade (e de fato somos indignos!), ou mesmo de nossa história passada (inclusive maldições ou traumas), sabemos muito bem que, da mesma forma como o bode emissário (de Lv 16) era enviado para levar o pecado do povo para o deserto, também o Senhor levou sobre Si as nossas transgressões (Is 53.4) e lançou nossos pecados “no fundo do mar”. Sabemos que o sacrifício de Cristo é suficiente para remover toda a culpa, de modo radical e completo.

2. Suficiente para o pecado do mundo todo

O lembrete incluído no verso 2 é maravilhoso: “não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo in­teiro”. O fato insistentemente lembrado na Bíblia e pelo cristianismo em todos os tempos é que Deus amou ao mundo ( Jo 3.16), e que foi por isso que Ele deu o Seu Filho para morrer na cruz. Nós, os crentes em Cristo Jesus, precisamos ser relembrados constantemente de que o amor de nosso Senhor é maior do que nosso ego – que Ele ama também o descrente, aquele que mora perto de nós e aquele que está mais distante: “todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”! ( Jo 3.16)

O outro lado dessa verdade é que podemos e devemos proclamar essa mensagem para cada pessoa do mundo. Tendo confiança no que Ele fez, somos desafiados a um envolvimento absoluto com a obra de evangelização e de missões. Essa é a razão por que somos “evangéli­cos”: fomos alcançados pelo evangelho e pregamos o evangelho – as Boas-Novas de salvação de que Cristo morreu e res­suscitou, e de que Nele há salvação para todo pecador – do mundo todo.

III. Crentes fazem o que Cristo manda (1Jo 2.3-6)

O padrão de vida santa não é um preço pago para comprar a salvação, e nem mesmo um complemento para isso (já que Jesus é suficiente, e nada está faltando em Sua obra propiciató­ria). Do outro lado, essa vida santa é um resultado obrigatório da natureza da obra de Cristo na vida do crente. Guardar os mandamentos de Cristo é o sinal evidente que acompanha todo o crente verdadeiro – é o fruto que se espera como resultado da semente do evangelho que nasceu em nosso coração.

Aquele que se diz crente e vive em pecado é semelhante a um produto de marca falsificada que traz a etiqueta, imita o original, mas não tem a qua­lidade e a durabilidade dele. Além de enganar o comprador, esse produto depõe contra o controle de qualidade da marca falsificada. Essas pessoas, joio no meio do trigo, estão inevitavelmente no mesmo campo de ação dos crentes verdadeiros, são perfeitas imitações, mas vivem de forma pecaminosa. Paulo lembrava aos judeus que, devido à ma­neira desregrada como viviam mesmo na condição de “povo de Deus”, eles acabavam fazendo com que o nome de Deus fosse “blasfemado entre os gentios” (Rm 2.24). Infelizmente, ainda nos dias atuais, a vida indigna de muitos de nós acaba por desonrar o nome de nosso Senhor (e havemos de prestar contas a Deus por isso!).

O outro lado da verdade também é proclamado nesse texto: quando o crente obedece aos mandamentos de Cristo, ele demonstra de forma exuberante os feitos de Deus em sua vida. Na linguagem

bíblica, o amor de Deus é aperfeiçoado nele. Esse crente é “o bom perfume de Cristo”, “embaixador de Deus”, como se Deus falasse por intermédio dele. A evidência mais clara que o mundo pode ver como demonstração do poder do evangelho é a maneira santa e justa como você e eu vivemos. Nós somos as cartas vivas para o mundo! Crente que é crente de verdade permanece em Cristo. Cristo está junto ao Pai (v.1), e o crente tem de andar como Ele andou (v.6). Daí o texto bíblico dizer que a mensagem que ouvimos e anunciamos é para que mantenhamos comunhão com o Seu povo, e “a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo” (1Jo 1.3). En­quanto nossos pecados nos separam de Deus, o fato de estarmos em Cristo nos aproxima de Deus, “derrubando a parede da inimizade” e permitindo uma vida de comunhão com Deus (cf. Cl 1.21-23).

Conclusão

O crente verdadeiro tem inúme­ras razões para se alegrar. Não é sem motivo que ele louva e exalta o Senhor constantemente. Só aquele que sabe quem Cristo é, que conhece Suas obras e aprendeu a viver em obediência à Sua santa palavra pode entender a dimensão extraordinária do evangelho de Cristo Jesus.

Temos sido frequentemente en­sinados a separar uma nota falsa (di­nheiro) de uma verdadeira. Como crentes, não nos compete julgar os outros crentes, mas somos ensina­dos a examinarmos a nós próprios (1Co 11.31-32). Um exercício bastante saudável para concluir a lição de hoje será um exame pessoal de nossos atos e nossa maneira de viver para perceber se verdadeiramente demonstramos o fruto do Espírito de Deus em nossa vida. O texto de Gálatas 5.16-26 é uma excelente referência para nos ajudar nessa tarefa. A advertência final é sem­pre a mesma: “se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” (Gl 5.25) – “aquele que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou” (1Jo 2.6).

Como receber o perdão de Deus.

O que é perdão e por que preciso?

A palavra ‘perdão’ significa limpar a conta, perdoar ou cancelar a dívida. Quando ofendemos alguém, buscamos seu perdão para que o relacionamento seja restaurado. Perdão não é dado porque alguém merece ser perdoado. Ninguém merece ser perdoado. Perdão é um ato de amor, misericórdia e graça. Perdão é uma decisão de não manter algo contra outra pessoa, apesar do que tenha lhe feito.

A Bíblia nos diz que todos nós precisamos do perdão de Deus. Todos nós temos cometido pecado. Eclesiastes 7:20 proclama: ‘Não há homem justo sobre a face da terra que faça o bem e que não peque.’ 1 João 1:8 diz: ‘Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós.’ No final das contas todo pecado é contra Deus (Salmos 51:4). Por isso, precisamos desesperadamente do perdão de Deus. Se nossos pecados não forem perdoados, passaremos a eternidade sofrendo as conseqüências de nossos pecados (Mateus 25:46; João 3:36).

 

Perdão – Como posso obter?

Graças a Deus, Ele é bondoso e misericordioso — pronto para nos perdoar dos nossos pecados! 2 Pedro 3:9 nos diz: ‘…Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.’ Deus deseja nos perdoar, então ele providenciou nosso perdão.

O único castigo justo pelos nossos pecados é a morte. A primeira parte de Romanos 6:23 declara: ‘Porque o salário do pecado é a morte…’ Morte eterna é o salário que merecemos por nossos pecados. Deus, em Seu plano perfeito, tornou-se um ser humano — Jesus Cristo (João 1:1,14). Jesus morreu na cruz, pagando o preço que nós merecíamos pagar— morte. 2 Coríntios 5:21 nos ensina que: ‘Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.’ Jesus morreu na cruz, levando sobre si o castigo que nós merecemos! Sendo Deus, a morte de Jesus providenciou perdão pelos pecados do mundo inteiro. 1 João 2:2 proclama: ‘E Ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro.’ Jesus ressuscitou dos mortos, proclamando Sua vitória sobre o pecado e a morte (1 Coríntios 15:1-28). Graças a Deus pela morte e ressurreição de Jesus Cristo. A segunda parte de Romanos 6:23 também é verdade: ‘…mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.’

Você quer ter seus pecados perdoados? Você tem sentido o peso da culpa que simplesmente não desaparece? Perdão de seus pecados é disponível a você se apenas colocar sua fé em Jesus Cristo como seu Salvador. Efésios 1:7 diz: ‘No qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça.’ Jesus pagou nossa dívida por nós para que pudéssemos ser perdoados — e Ele te perdoará! João 3:16-17 contém esta maravilhosa mensagem: ‘Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele.’

 

Perdão – É mesmo tão fácil assim?

Sim, realmente é! Você não pode conquistar o perdão de Deus. Você não pode pagar pelo perdão de seus pecados contra Deus. Você só pode recebê-lo, por fé, através da graça e misericórdia de Deus. Se você quiser aceitar Jesus Cristo como seu Salvador e receber perdão de Deus, aqui está uma oração que você pode fazer. Fazer esta oração ou qualquer outra oração não é capaz de lhe salvar. Apenas confiar em Jesus Cristo pode providenciar perdão de seus pecados. ‘Deus, Eu sei que tenho pecado contra Ti e mereço castigo. Mas Jesus Cristo tomou o castigo que eu mereço para que por fé nele eu possa ser perdoado. Eu abandono meu pecado e coloco minha confiança em Ti para minha salvação. Graças Te dou por Sua maravilhosa graça e perdão! Amém!’

Como andar em santidade

O que é ser santo?

Ser santo é ser perfeito, sem defeito algum, ser completamente justo, puro e totalmente separado do pecado, ou seja, um atributo exclusivo de Deus (Sl 99.9, 1Jo 1.5). Somente Deus é moralmente puro e perfeito (Sl 145.17, Mt 5.48, 2Sm 22.31). Inclusive, a principal forma utilizada, até mesmo por anjos, para adorar a Deus é chamá-lo de SANTO (Is 6.3, Ap 4.8).

Salmos 99.9 (ACF)
Exaltai ao Senhor nosso Deus e adorai-o no seu monte santo, pois o Senhor nosso Deus é santo.

1 João 1.5 (ACF)
E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas.

Salmos 145.17 (ACF)
Justo é o Senhor em todos os seus caminhos, e santo em todas as suas obras.

Mateus 5.48 (NVI)
Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês.

2 Samuel 22.31 (ACF)
O caminho de Deus é perfeito, e a palavra do Senhor refinada; e é o escudo de todos os que nele confiam.

Isaías 6.3 (ACF)
E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.

Apocalipse 4.8 (NVI)
Cada um deles tinha seis asas e era cheio de olhos, tanto ao redor como por baixo das asas. Dia e noite repetem sem cessar: “Santo, santo, santo é o Senhor, o Deus todo-poderoso, que era, que é e que há de vir”.

Por que então a Bíblia consideraria alguns homens e mulheres como sendo santos? E ao contrário do que muitos pensam, esta condição de santo não se aplica somente aos grandes apóstolos ou aos nomes famosos da Bíblia, mas se refere à pessoas comuns, como eu e você (Cl 1.2, Ef 1.1, 1Pe 1.16).

Colossenses 1.2 (NVI)
Aos santos e fiéis irmãos em Cristo que estão em Colossos: A vocês, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.

Efésios 1.1 (ACF)
Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, aos santos que estão em Éfeso, e fiéis em Cristo Jesus:

1 Pedro 1.16 (NVI)
Pois está escrito: “Sejam santos, porque eu sou santo”.

Como um ser humano pode ser santo?

A questão é que por mais piedosa que uma pessoa seja, por mais obras de caridade que ela faça, ainda sim ela jamais alcançará o padrão de santidade exigido por Deus (Rm 3.10-12). Como é então que a Bíblia, ou seja, o próprio Deus, pode chamar alguém de santo?

Romanos 3.10-12 (NVI)
Como está escrito: “Não há nenhum justo, nem um sequer; não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus. Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer”.

A resposta é muito simples: Jesus Cristo (Jo 6.69, 2Co 5.21). A Bíblia ensina que receber Jesus Cristo significa ser considerado uma nova criatura (2Co 5.17, Jo 3.3, Jo 1.12-13), ser purificado e separado do pecado (Cl 1.14, 1Jo 3. 5-6), ser tirado do reino das trevas e transportado para o reino de Deus (Cl 1.13-14).

João 6.69 (NVI)
Nós cremos e sabemos que és o Santo de Deus.

2 Coríntios 5.21 (NVI)
Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus.

2 Coríntios 5.17 (ACF)
Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.

João 3.3 (ACF)
Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.

João 1.12-13 (ACF)
Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome. Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.

Colossenses 1.14 (ACF)
Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados.

1 João 3.5-6 (NVI)
Vocês sabem que ele se manifestou para tirar os nossos pecados, e nele não há pecado. Todo aquele que nele permanece não está no pecado. Todo aquele que está no pecado não o viu nem o conheceu.

Colossenses 1.13-14 (NVI)
Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado,em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados.

Santo é todo aquele que crê que Jesus é o Cristo (Jo 20.30-31, 1Jo 5.1), o Filho de Deus (1Jo 5.4.5). Crê na sua vida sem pecado (Hb 4.15, 1Pe 2.22), morte sem culpa (1Pe 3.18) e ressurreição dentre os mortos (Rm 10.9-10). Quando isso acontece, quando cremos, Cristo passa a habitar em nós (1Jo 4.13, Jo 14.23), e se Cristo vive em nós (Gl 2.20), somos santos (Ap 14.12). Não por mérito ou esforço próprio (Ef 2.8-9), mas por causa de Jesus Cristo (1Jo 2.12).

João 20.30-31 (NVI)
Jesus realizou na presença dos seus discípulos muitos outros sinais miraculosos, que não estão registrados neste livro. Mas estes foram escritos para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e, crendo, tenham vida em seu nome.

1 João 5.1 (NVI)
Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus, e todo aquele que ama o Pai ama também ao que dele foi gerado.

1 João 5.4-5 (ACF)
Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé. Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?

Hebreus 4.15 (NVI)
Pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado.

1 Pedro 2.22 (NVI)
Ele não cometeu pecado algum, e nenhum engano foi encontrado em sua boca.

1 Pedro 3.18 (NVI)
Pois também Cristo sofreu pelos pecados uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus. Ele foi morto no corpo, mas vivificado pelo Espírito.

Romanos 10.9-10 (ACF)
A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. 
Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.

1 João 4.13 (NVI)
Sabemos que permanecemos nele, e ele em nós, porque ele nos deu do seu Espírito.

João 14.23 (NVI)
Respondeu Jesus: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra. Meu Pai o amará, nós viremos a ele e faremos nele morada.

Gálatas 2.20 (ACF)
Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.

Apocalipse 14.12 (NVI)
Aqui está a perseverança dos santos que obedecem aos mandamentos de Deus e permanecem fiéis a Jesus.

Efésios 2.8-9 (ACF)
Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.

1 João 2.12 (NVI)
Filhinhos, eu lhes escrevo porque os seus pecados foram perdoados, graças ao nome de Jesus.

O santo e o pecado

Ser santo não significa dizer que a nossa natureza pecaminosa deixou de existir (1Jo 1.8), muito pelo contrário, é aí que realmente percebemos que tal natureza existe (Rm 7.18). O que acontece agora é uma luta contra o pecado que habita em nós (1Pe 2.11), para vivermos de acordo com a vontade de Deus revelada na Bíblia (Ef 5.17), ou seja, andar em santidade (1Ts 4.3). Ser santo é o que nos capacita a andar em santidade (1Jo 2.29, 1Jo 5.18-19).

1 João 1.8 (ACF)
Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.

Romanos 7.18 (NVI)

Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo.

1 Pedro 2.11 (NVI)
Amados, insisto em que, como estrangeiros e peregrinos no mundo, vocês se abstenham dos desejos carnais que guerreiam contra a alma.

Efésios 5.17 (NVI)
Portanto, não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor.

1 Tessalonicenses 4.3 (ACF)
Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da fornicação;

1 João 2.29 (NVI)
Se vocês sabem que ele é justo, saibam também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele.

1 João 5.18-19 (NVI)
Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não está no pecado; aquele que nasceu de Deus o protege, e o Maligno não o atinge. Sabemos que somos de Deus e que o mundo todo está sob o poder do Maligno.

O que a santidade não é

Contudo, nós precisamos separar o que é santidade, daquilo que só tem aparência de santidade.

Assim como os Fariseus na época de Jesus (Mt 23.25-28), ainda hoje muitas pessoas tentam demonstrar sua santidade através das roupas que vestem, das músicas que ouvem, dos programas que assistem e dos lugares que frequentam ou deixam de frequentar (Cl 2.20-23, Is 29.13). Porém, quem geralmente tenta demonstrar uma santidade através de usos e costumes acaba se esquecendo de que a santidade ensinada pela Bíblia não é algo para ser exibido e muito menos feito para se receber elogios (Mt 6.1). É algo para ser vivido em nosso particular com Deus (Rm 14.22, Ef 5.8-10), algo interior que nem sempre ficará evidente à outras pessoas (2Co 13.5, 1Co 11.28).

Mateus 23.25-28 (NVI)
Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês limpam o exterior do copo e do prato, mas por dentro eles estão cheios de ganância e cobiça. Fariseu cego! Limpe primeiro o interior do copo e do prato, para que o exterior também fique limpo.
Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês são como sepulcros caiados: bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e de todo tipo de imundície. Assim são vocês: por fora parecem justos ao povo, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e maldade.

Colossenses 2.20-23 (NVI)
Já que vocês morreram com Cristo para os princípios elementares deste mundo, por que é que vocês, então, como se ainda pertencessem a ele, se submetem a regras: “Não manuseie!” “Não prove!” “Não toque!”?

Todas essas coisas estão destinadas a perecer pelo uso, pois se baseiam em mandamentos e ensinos humanos. Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne.

Isaías 29.13 (NVI)
O Senhor diz: “Esse povo se aproxima de mim com a boca e me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. A adoração que me prestam só é feita de regras ensinadas por homens.

Mateus 6.1 (NVI)
Tenham o cuidado de não praticar suas “obras de justiça” diante dos outros para serem vistos por eles. Se fizerem isso, vocês não terão nenhuma recompensa do Pai celestial.

Romanos 14.22 (NVI)
Assim, seja qual for o seu modo de crer a respeito destas coisas, que isso permaneça entre você e Deus. Feliz é o homem que não se condena naquilo que aprova.

Efésios 5.8-10 (NVI)
Porque outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz, pois o fruto da luz consiste em toda bondade, justiça e verdade; e aprendam a discernir o que é agradável ao Senhor.

2 Coríntios 13.5 (NVI)
Examinem-se para ver se vocês estão na fé; provem-se a si mesmos. Não percebem que Cristo Jesus está em vocês? A não ser que tenham sido reprovados!

1 Coríntios 11.28 (NVI)
Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice.

O fruto do Espírito e a santidade

Aqui é preciso fazer um parênteses e explicar a relação entre fruto do Espírito, que nós falamos no vídeo “Fruto do Espírito – Como ter sua vida transformada?”, e a santidade. Desenvolver o Fruto do Espírito (Gl 5.22-23), que é amor, alegria, paz, paciência, bondade, benignidade, fidelidade, mansidão e domínio próprio, é uma parte importante no desenvolvimento da santidade e, na maioria das vezes, ficará evidente à outras pessoas (Mt 7.17-20, 2Co 8.21), porém, a parte essencial no processo de santificação está relacionada àquilo que fazemos quando ninguém está olhando (Gl 6.4, Hb 4.13).

Gálatas 5.22-23 (NVI)
Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.

Mateus 7.17-20 (ACF)
Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.

2 Coríntios 8.21 (NVI)
Pois estamos tendo o cuidado de fazer o que é correto, não apenas aos olhos do Senhor, mas também aos olhos dos homens.

Gálatas 6.4 (NVI)
Cada um examine os próprios atos, e então poderá orgulhar-se de si mesmo, sem se comparar com ninguém,

Hebreus 4.13 (NVI)
Nada, em toda a criação, está oculto aos olhos de Deus. Tudo está descoberto e exposto diante dos olhos daquele a quem havemos de prestar contas.

O único capaz de saber se de fato estamos andando em santidade é o próprio Deus (Lc 16.15). Afinal, somente ele conhece os nossos pensamentos, as nossas intenções e as nossas motivações (1Co 13.12, 1Cr 28.9).

Lucas 16.15 (NVI)
Ele lhes disse: “Vocês são os que se justificam a si mesmos aos olhos dos homens, mas Deus conhece os corações de vocês. Aquilo que tem muito valor entre os homens é detestável aos olhos de Deus”.

1 Coríntios 13.12 (NVI)
Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido.

1 Crônicas 28.9 (NVI)
E você, meu filho Salomão, reconheça o Deus de seu pai, e sirva-o de todo o coração e espontaneamente, pois o Senhor sonda todos os corações e conhece a motivação dos pensamentos. Se você o buscar, o encontrará, mas, se você o abandonar, ele o rejeitará para sempre.

O que é andar em santidade?

Andar em santidade é não se deixar dominar pela inveja, orgulho, egoísmo, cobiça, ganância, raiva, incredulidade, medo, preguiça, mentira, idolatria, vícios, ou qualquer outro tipo imoralidade e depravação, principalmente na área sexual, como libertinagem, promiscuidade, lascívia (sensualidade), fornicação, masturbação e pornografia (Gl 5.19-21, Ef 5.5, Cl 3.5).

Gálatas 5.19-21 (NVI)
Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti, que os que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus.

Efésios 5.5 (NVI)
Porque vocês podem estar certos disto: nenhum imoral nem impuro nem ganancioso, que é idólatra, tem herança no Reino de Cristo e de Deus.

Colossenses 3.5 (NVI)
Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria.

Ninguém que viva na pratica destas coisas (Ap 22.15), e goste disso (Fp 3.19, Rm 1.32), pode dizer que é santo e muito menos salvo (1Jo 1.6), por mais próspero que seja, por mais milagres que tenha realizado e por mais experiências sobrenaturais que tenha tido (Mt 7.21-23).

Apocalipse 22.15 (NVI)
Fora ficam os cães, os que praticam feitiçaria, os que cometem imoralidades sexuais, os assassinos, os idólatras e todos os que amam e praticam a mentira.

Filipenses 3.19 (NVI)
Quanto a estes, o seu destino é a perdição, o seu deus é o estômago e têm orgulho do que é vergonhoso; eles só pensam nas coisas terrenas.

Romanos 1.32 (NVI)
Embora conheçam o justo decreto de Deus, de que as pessoas que praticam tais coisas merecem a morte, não somente continuam a praticá-las, mas também aprovam aqueles que as praticam.

1 João 1.6 (ACF)
Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade.

Mateus 7.21-23 (NVI)
Nem todo aquele que me diz: “Senhor, Senhor”, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.
Muitos me dirão naquele dia: “Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?
Então eu lhes direi claramente: “Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal!”

Santidade é a separação e afastamento do mal em todos os aspectos, sejam das vontades da nossa carne (Rm 7.5), sejam dos valores do mundo (1Jo 2.15-17, 1Jo 5.19).

Romanos 7.5 (NVI)
Pois quando éramos controlados pela carne, as paixões pecaminosas despertadas pela lei atuavam em nossos corpos, de forma que dávamos fruto para a morte.

1 João 2.15-17 (NVI)
Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele. Pois tudo o que há no mundo — a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens — não provém do Pai, mas do mundo.
O mundo e a sua cobiça passam, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.

1 João 5.19 (NVI)
Sabemos que somos de Deus e que o mundo todo está sob o poder do Maligno.

É mesmo possível andar em santidade?

Mas como é possível lutar contra nossos próprios desejos, controlar nossa mente e não pensar neste tipo de coisa?

| As tentações

Bom, primeiro de tudo é preciso entender que o que passa em nossas mentes não é o problema (Ef 4.26-27), nós não temos como impedir que certos pensamentos venham à nossa mente, seja por causa do nosso próprio mau desejo (Mc 7.21-23), seja pela influência do diabo (1Pe 5.8), ou pela combinação das duas coisas (Mt 16.23). O grande problema está em não orar a respeito (Mc 14.38, Ef 6.18) e permitir que tais pensamentos cresçam ao ponto de determinarem o nosso comportamento e as nossas ações (Tg 1.14-15).

Efésios 4.26-27 (NVI)
Quando vocês ficarem irados, não pequem. Apaziguem a sua ira antes que o sol se ponha, e não dêem lugar ao diabo.

Marcos 7.21-23 (ACF)
Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as fornicações, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura.
Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem.

1 Pedro 5.8 (NVI)
Sejam sóbrios e vigiem. O diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar.

Mateus 16.23 (NVI)
Jesus virou-se e disse a Pedro: “Para trás de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço para mim, e não pensa nas coisas de Deus, mas nas dos homens”.

Marcos 14.38 (NVI)
Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca.

Efésios 6.18 (ACF)
Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos.

Tiago 1.14-15 (NVI)
Cada um, porém, é tentado pela própria cobiça, sendo por esta arrastado e seduzido. Então a cobiça, tendo engravidado, dá à luz o pecado; e o pecado, após ter-se consumado, gera a morte.

| O pecado

Se mesmo assim o pecado acontecer (1Jo 2.1), deve haver arrependimento (At 3.19). É preciso confessar o pecado diante de Deus (1Jo 1.9) e também das pessoas envolvidas (Tg 5.16). Quando existe apenas remorso,  não há perdão e enquanto o pecado permanece oculto, não há cura. A consequência disso é que, aos poucos, se perca a sensibilidade para ouvir voz do Espírito Santo (Ef 4.30), ficando muito mais difícil resistir aos desejos da carne (Ef 4.17-19) e muito mais fácil se entregar aos prazeres do mundo (Tg 4.4).

1 João 2.1 (NVI)
Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo.

Atos 3.19 (ACF)
Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor.

1 João 1.9 (ACF)
Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.

Tiago 5.16 (NVI)
Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz.

Efésios 4.30 (NVI)
Não entristeçam o Espírito Santo de Deus, com o qual vocês foram selados para o dia da redenção.

Efésios 4.17-19 (NVI)
Assim, eu lhes digo, e no Senhor insisto, que não vivam mais como os gentios, que vivem na futilidade dos seus pensamentos.
Eles estão obscurecidos no entendimento e separados da vida de Deus por causa da ignorância em que estão, devido ao endurecimento dos seus corações.
Tendo perdido toda a sensibilidade, ele se entregaram à depravação, cometendo com avidez toda espécie de impureza.

Tiago 4.4 (NVI)
Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.

| O Espírito Santo

Por essa razão é necessário obedecer (1Jo 2.3-6) e dar liberdade ao Espírito Santo, para que Ele nos ensine (Jo 14.26, 1Jo 2.27), nos repreenda (Ap 3.19) e nos corrija quanto for necessário (Jo 16.8, 2Tm 3.16-17). Isso é o que vai desenvolver nossa intimidade com Deus e nos manter longe do pecado (Hb 12.5-13).

1 João 2.3-6 (NVI)
Sabemos que o conhecemos, se obedecemos aos seus mandamentos. Aquele que diz: “Eu o conheço”, mas não obedece aos seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele. Mas, se alguém obedece à sua palavra, nele verdadeiramente o amor de Deus está aperfeiçoado. Desta forma sabemos que estamos nele: aquele que afirma que permanece nele, deve andar como ele andou.

João 14.26 (ACF)
Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.

1 João 2.27 (NVI)
Quanto a vocês, a unção que receberam dele permanece em vocês, e não precisam que alguém os ensine; mas, como a unção dele recebida, que é verdadeira e não falsa, os ensina acerca de todas as coisas, permaneçam nele como ele os ensinou.

Apocalipse 3.19 (NVI)
Repreendo e disciplino aqueles que eu amo. Por isso, seja diligente e arrependa-se.

João 16.8 (NVI)
Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo.

2 Timóteo 3.16-17 (NVI)
Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.

Hebreus 12.5-13 (NVI)
Vocês se esqueceram da palavra de ânimo que ele lhes dirige como a filhos: “Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor, nem se magoe com a sua repreensão, pois o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho”.
Suportem as dificuldades, recebendo-as como disciplina; Deus os trata como filhos. Pois, qual o filho que não é disciplinado por seu pai?
Se vocês não são disciplinados, e a disciplina é para todos os filhos, então vocês não são filhos legítimos, mas sim ilegítimos.
Além disso, tínhamos pais humanos que nos disciplinavam, e nós os respeitávamos. Quanto mais devemos submeter-nos ao Pai dos espíritos, para assim vivermos!
Nossos pais nos disciplinavam por curto período, segundo lhes parecia melhor; mas Deus nos disciplina para o nosso bem, para que participemos da sua santidade.
Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados.
Portanto, fortaleçam as mãos enfraquecidas e os joelhos vacilantes.
“Façam caminhos retos para os seus pés”, para que o manco não se desvie, mas antes seja curado.

A santidade é um processo

A santidade é operada de forma gradual e progressiva, pelo próprio Deus (2Ts 2.13). É uma ação do Espírito Santo (1Pe 1.2), e não do homem. Trata-se um aperfeiçoamento diário (2Pe 1.5-9), que vai desde os primeiros passos da vida cristã até a nossa morte física (Fp 1.6) e, até lá, jamais seremos perfeitos (1Jo 1.10).

2 Tessalonicenses 2.13 (NVI)
Mas nós, devemos sempre dar graças a Deus por vocês, irmãos amados pelo Senhor, porque desde o princípio Deus os escolheu para serem salvos mediante a obra santificadora do Espírito e a fé na verdade.

1 Pedro 1.2 (NVI)
Escolhidos de acordo com a pré-conhecimento de Deus Pai, pela obra santificadora do Espírito, para a obediência a Jesus Cristo e a aspersão do seu sangue: Graça e paz lhes sejam multiplicadas.

2 Pedro 1.5-8 (NVI)
Por isso mesmo, empenhem-se para acrescentar à sua fé a virtude; à virtude o conhecimento; ao conhecimento o domínio próprio; ao domínio próprio a perseverança; à perseverança a piedade; à piedade a fraternidade; e à fraternidade o amor.
Porque, se essas qualidades existirem e estiverem crescendo em suas vidas, elas impedirão que vocês, no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo, sejam inoperantes e improdutivos.

Filipenses 1.6 (ACF)
Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo;

1 João 1.10 (NVI)
Se afirmarmos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós.

Conclusão

A verdade é que Bíblia diz que se alguém tem prazer no pecado, que continue pecando (Ap 22.11), mas se tem prazer no que é santo (Rm 7.22), por mais erros que cometa, que continue lutando contra o pecado (Hb 12.4, 1Pe 4.1-3) e andando em santidade (1Jo 2.28, 2Tm 2.21), afinal, sem santidade ninguém verá a Deus (Hb 12.14, 1Jo 3.1-3).

Apocalipse 22.11 (NVI)
Continue o injusto a praticar injustiça; continue o imundo na imundícia; continue o justo a praticar justiça; e continue o santo a santificar-se.

Romanos 7.22 (NVI)
Pois, no íntimo do meu ser tenho prazer na lei de Deus.

Hebreus 12.4 (NVI)
Na luta contra o pecado, vocês ainda não resistiram até o ponto de derramar o próprio sangue.

1 Pedro 4.1-3 (NVI)
Portanto, uma vez que Cristo sofreu corporalmente, armem-se também do mesmo pensamento, pois aquele que sofreu em seu corpo rompeu com o pecado, para que, no tempo que lhe resta, não viva mais para satisfazer os maus desejos humanos, mas sim para fazer a vontade de Deus.
No passado vocês já gastaram tempo suficiente fazendo o que agrada aos pagãos. Naquele tempo vocês viviam em libertinagem, na sensualidade, nas bebedeiras, orgias e farras, e na idolatria repugnante.

1 João 2.28 (NVI)
Filhinhos, agora permaneçam nele para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e não sejamos envergonhados diante dele na sua vinda.

2 Timóteo 2.21 (ACF)
De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra.

Hebreus 12.14 (NVI)
Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor.

1 João 3.1-3 (NVI)
Vejam como é grande o amor que o Pai nos concedeu: que fôssemos chamados filhos de Deus, o que de fato somos! Por isso o mundo não nos conhece, porque não o conheceu.
Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é.
Todo aquele que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, assim como ele é puro.

Daí a importância em renovar as nossas mentes com a Palavra de Deus (Rm 12.2). Ler a Bíblia e meditar no que está escrito (Js 1.8), é na única forma de fazer com que nossos pensamentos se voltem para as coisas do alto (Hb 4.12, Cl 3.2), para aquilo que é verdadeiro, puro e correto (Fp 4.8, 1Ts 4.7).

Romanos 12.2 (NVI)
Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Josué 1.8 (ACF)
Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido.

Hebreus 4.12 (NVI)
Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração.

Colossenses 3.2 (NVI)
Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas.

Filipenses 4.8 (ACF)
Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.

1 Tessalonicenses 4.7 (NVI)
Porque Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade.

Jesus Cristo deve governar nossas mentes para que todo pensamento se torne obediente à Ele (2Co 10.5), e que tanto o nosso querer, quanto o nosso realizar, sejam feitos de acordo com a sua boa (Fp 2.13), agradável e perfeita vontade (1Co 13.10, Rm 6.22).

2 Coríntios 10.5 (NVI)
Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo.

Filipenses 2.13 (NVI)
Pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele.

1 Coríntios 13.10 (NVI)

Quando, porém, vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.

Romanos 6.22 (NVI)
Mas agora que vocês foram libertados do pecado e se tornaram escravos de Deus, o fruto que colhem leva à santidade, e o seu fim é a vida eterna.

Estudo Bíblico

Por que estudar a Bíblia? É de primeira necessidade que o cristão conheça profundamente sua fé e sua base doutrinária. Sem o conhecimento adequado da Palavra de Deus, um cristão não possui qualquer condição de prevalecer contra as falsas doutrinas, e muito menos de entender e praticar o Cristianismo.

Tendo em vista a necessidade de um conhecimento amplo e profundo da fé e teologia cristã, esse estudo abordará as Sagradas Escrituras, para que o cristão:

1. “Saiba responder a quem lhe perguntar sobre a razão da sua fé”. (1Pe. 3.15);

2. Apresente-se aprovado a Deus. (2Tm. 2.15);

3. Não seja condenado por não conhecer corretamente sua fé. (Os. 4.6 e Mt. 22.29);

4. Entender que a única forma de fé aceitável à Deus emana do padrão das Escrituras. (Rm. 10.17 e Hb. 11.3);

5. Ser habilitado a batalhar pela fé cristã com qualidade (Jd. 3).

6. Saber identificar e se guardar das heresias, dos equívocos e das falsas interpretações bíblicas (Mt. 16. 6-11/12).

O que a Bíblia significa para nós?

Por fim, o estudante sincero das Escrituras deve saber que a Bíblia é o próprio Deus infinito se revelando ao homem e que tudo que podemos descobrir de Deus é o que Ele mesmo revela de si próprio (Jo. 1.1), igualmente devemos compreender que a Bíblia é a nossa própria vida (Dt. 32.47) e que contém em si um padrão de mandamentos, conceitos e regras a ser conhecido e obedecido (Os. 6.3 e Tg. 1.22).

 

1.1  INTRODUÇÃO

“Mas, para que nos reluza a verdadeira religião, é preciso considerar isto: que ela tenha a doutrina celeste como seu ponto de partida; nem pode alguém provar sequer o mais leve gosto da reta e sã doutrina, a não ser aquele que se faz discípulo da Escritura. Donde também provém o princípio do verdadeiro entendimento: quando abraçamos reverentemente o que Deus quis testificar nela acerca de si mesmo. Ora, não só a fé consumada, ou completada em todos os seus aspectos, mas ainda todo reto conhecimento de Deus nascem da obediência à Palavra.” (CALVINO, João. Institutas. Tradução: Waldyr Carvalho Luz. São Paulo: Cultura Cristã, 2003. p. 79).

“(…) porque a verdade se dirime de toda dúvida quando, não se apoiando em suportes alheios, por si só ela própria é suficiente para suster-se.

Quão peculiar, porém, é esse poder à Escritura, transparece claramente disto: que dos escritos humanos, por maior que seja a arte com que são burilados, nenhum sequer nos consegue impressionar de igual modo. Basta ler a Demóstenes ou a Cícero; a Platão ou a Aristóteles, ou a quaisquer outros desse plantel: em grau admirável, reconheço-o, são atraentes, deleitosos, comoventes, arrebatadores. Contudo, se te transportares dali para esta sagrada leitura, queiras ou não, tão vividamente te afetará, a tal ponto te penetrará o coração, de tal modo se te fixará na medula, que, ante a força de tal emoção, aquela impressividade dos retóricos e filósofos quase que se desvanece totalmente, de sorte que é fácil perceber que as Sagradas Escrituras, que em tão ampla escala superam a todos os dotes e graças da indústria humana, respiram algo de divino.” (CALVINO. João. op. cit. p. 88-89).

O vocábulo Bíblia é proveniente da palavra grega biblos ou bíblion, que significa rolo, livro, livros ou coleção de livros, esta última, a forma como atualmente é empregada, ou seja, como um conjunto de livros divinamente inspirados, que foram agrupados, passando a ser a fonte de autoridade e regra de fé cristã.

A Bíblia foi composta em um período de aproximadamente 1.545 anos, desde seus cinco primeiros livros, escritos por Moisés, que recebem a denominação de Pentateuco, até seu último livro, chamado Apocalipse, escrito pelo apóstolo João. A Bíblia contém 66 livros, divididos em Antigo e Novo Testamentos, e foi escrita por aproximadamente 46 escritores diferentes.

Fato importante de se salientar é que apesar de a Bíblia ter sido escrita por uma variedade tão grande de pessoas e em épocas diferentes, manteve em sua essência o mesmo ensino e doutrina, ocorrência essa que somente soma a favor de sua qualidade como a Palavra inerrante, autêntica e inspirada de Deus, que conduziu toda a sua escrita, através de homens que Ele mesmo separou para essa importantíssima tarefa.

 

1.2 BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE ALGUNS TERMOS RELACIONADOS À BÍBLIA

Abaixo relacionamos alguns termos que são costumeiramente empregados em relação à Bíblia:

– Canônico à Do grego kanon, que siginifica cana, regra, medida. Faz referência aos 66 livros considerados como autênticos, inerrantes e inspirados por Deus, que compõem a Bíblia protestante atual.

– Deuterocanônico à Do grego deutéro + kanon, que significa do outro cânon, ou daoutra regra, significando que tais livros não foram considerados “Escrituras” pela comunidade cristã ou judia fiéis, nos tempos de sua composição.

– Apócrifos ou Pseudo-Epígrafos à Do grego apókryphos, que significa não-autêntico, falso, secreto, e pseudés-epigrápho, que significa falso responsável pela escrita. Diz-se dos livros tidos como não-fidedignos pela cristandade e pelo judaísmo, ou seja: são aqueles considerados falsos, mentirosos ou incompatíveis com a história, cultura, fatos e espiritualidade da época. São os seguintes livros: O Primeiro Livro de Adão e Eva, O Segundo Livro de Adão e Eva, Livro dos Segredos de Enoque, Livro das Ascenção de Isaías, Conto dos Patriarcas, O Martírio de Isaías, Melchizedek, Narração do Dilúvio da Epopéia de Gilgamesh (Relato Babilônico), O Testamento de Abraão, A Assunção de Moisés, Caverna dos Tesouros, Livro de Enoque (I Enoque), Testamento dos Doze Patriarcas, O Hino da Pérola Sobre a Origem do Mundo, O Livro dos Jubileus, Livro da Infância do Salvador, A História de José, o Carpinteiro, Evangelho Árabe da Infância, Excertos do Evangelho Armênio da Infância José e Asenath, Evangelho Pseudo-Mateus da Infância, Evangelho Pseudo-Tomé, Evangelho de Judas, Proto-Evangelho de Tiago, Evangelho de Nicodemus, Descida de Cristo ao Inferno (versão grega), Descida de Cristo ao Inferno (versão latina), Evagelho de Bartolomeu, Evangelho de Pedro, Evangelho Segundo Tomé, o Dídimo, Excertos do Evangelho de Maria, Agrapha Extra-Evangelho, Evangelho Segundo Felipe, O Evangelho da Verdade, O Evangelho de Valentino, Ciclo de Pilatus, Julgamento e Condenação de Pilatus, Declarações de José de Arimatéia, Aquele que reclamou o Corpo do Senhor, e que Contem a Causa dos dois ladrões, Cartas do Senhor, Discurso Sobre o Domingo, Apócrifos da Assunção, Passagem da Bem-Aventurada Virgem Maria, Didaquê: O Ensino dos Doze Apóstolos, Apocalipse de Baruch, Apocalipse de Adão, Apocalipse de Abraão, Apocalipse de Moisés, Apocalipse de Elias, Apocalipse de Pedro, Apocalipse de Tomé. 

– Bíblia Stuttgartensia (Hebraica) à Versão mais recente da Bíblia em hebraico, composta diretamente dos Textos Massoréticos, tidos como os mais fiéis. Engloba apenas os livros do Tanakh judeu, isto é, o Velho Testamento dos protestantes. 

– Bíblia Septuaginta, LXX (Grega) à É a versão grega da Bíblia hebraica, que foi elaborada entre os séculos III e I antes de Cristo, por 72 rabinos judeus, daí seu nome ser Septuaginta, ou “versão dos setenta”. A Septuaginta inclui livros apócrifos, que não constam do cânon hebraico, sendo que os protestantes excluem esses livros adicionais, contudo, os cristãos católicos mantém alguns dos livros constantes da Septuaginta em seu cânon. 

– Bíblia Vulgata (Latina) à Versão em latim de toda a Bíblia, produzida no século VI, por Jerônimo, a pedido do papa Dâmaso I. É uma tradução do Antigo Testamento em hebraico e do Novo Testamento em grego, diretamente para o latim vulgar, falado em todo Império Romano à época. Possui alguns livros à mais que a Bíblia protestante, chamados de deuterocanônicos.

 

1.3 TESTEMUNHOS DE GRANDES PERSONALIDADES SOBRE A BÍBLIA

– Johannes Kepler (fundador da astronomia física, alemão) à “Astronomia é pensar os pensamentos de Deus, depois Dele”.

– Francis Bacon (lorde, diplomata e filósofo inglês, pai do moderno método científico) à “Há dois livros que devemos sempre estudar: As Escrituras, que nos previnem do erro e revelam a vontade de Deus, e a Criação, que expressa o Seu poder”.

– Isaac Newton (físico inglês) à “Nós encontramos mais marcas da autenticidade da Bíblia que da história secular”.

– Louis Pasteur (microbiologista francês) à “Quanto mais conheço a Bíblia, mais minha fé aumenta”.

– Werner von Braun (engenheiro físico alemão) à “Não consigo entender como um cientista tem a capacidade de não reconhecer a presença de uma racionalidade superior e divina por trás da existência do universo. Seria o mesmo que um teólogo que resolvesse negar os avanços da ciência moderna”.

– Sir William Ramsey (arqueólogo inglês) à “Os grandes historiadores são os mais raros escritores…Eu reconheço Lucas entre os historiadores de primeira classe”.

– William Foxwell Albright (arqueólogo chileno, possuidor de mais de 30 títulos de doutorado honoris causae) à “Não há a menor dúvida que a arqueologia confirma a historicidade substancial da tradição do Antigo Testamento… Descoberta após descoberta tem confirmado a exatidão de inúmeros detalhes, e feito crescer o reconhecimento da Bíblia como uma valiosa fonte histórica”.

– Nelson Blueck (arqueólogo judeu, presidente da Universidade Hebraica de Jerusalém) à “Pode-se afirmar, categoricamente, que nenhuma descoberta arqueológica tem jamais desmentido uma referência bíblica”.

– Victor Hugo (escritor francês) à “Alguns homens, de fato, negam o Deus infinito. Alguns, também, negam o Sol: são os cegos”.

 

1.4 RECENTES PESQUISAS SOBRE A BÍBLIA E SEU CONHECIMENTO PELA POPULAÇÃO

Um renomado instituto de pesquisas dos Estados Unidos, chamado Instituto Barna, sediado em Greendale, Califórnia, elaborou uma pesquisa nos EUA, América Latina, África e Europa, acerca do conhecimento bíblico dos entrevistados. Abaixo seguem os resultados assustadores.

1 – Quais pessoas normatizam seu comportamento de vida pela Bíblia ou por uma filosofia de vida não cristã?

Resposta: 25% por uma filosofia bíblico-cristã; 24% se declararam não-cristãos; e 51% disseram não ter nenhuma filosofia de vida.

2 – Dos que se disseram cristãos, quantos possuíam Bíblias?

Resposta: 93% possuíam uma ou mais Bíblias; 7% não possuíam um único exemplar da Bíblia.

3 – Dos que possuíam Bíblias, quantos a liam e nela criam?

Resposta: 12% liam diariamente a Bíblia; 38% recorriam à ela momentaneamente, em períodos de necessidade; e 42% não concordavam que a Bíblia é a legítima Palavra de Deus, correta em seus ensinos.

4 – Dos que liam a Bíblia, qual seu nível de conhecimento?

Resposta: 69% criam que “Deus ajuda quem cedo madruga” é um texto bíblico; 48% acharam que o “Livro de Tomé” fazia parte do Novo Testamento; e 58% não souberam responder quem pregou o “Sermão do Monte”.

Em nova pesquisa de campo, o sociólogo norte-americano Jeffrey Haden enviou 10 mil cartas à pastores e líderes religiosos nos EUA, contendo várias perguntas. Abaixo o resultado apurado:

– 50% Não criam que Jesus nasceu de uma virgem;

– 80% Não criam que Jesus era o legítimo Filho de Deus;

– 80% Não criam que a Bíblia é um livro sagrado e inspirado por Deus; e

– 36% Não criam na ressurreição física e corpórea de Jesus.

Não é de se espantar a razão da atual apostasia que os EUA têm experimentado e exportado para todos os continentes da Terra, entretanto, quando da sua fundação, suas bases bíblico-cristãs eram extremamente sólidas, tanto que sua maior universidade, chamada Harvard, foi fundada por piedosos cristãos, como um local de ensino teológico, que possuía como lema a palavra Veritas, do latim Verdade.

Também na fundação dos EUA, um renomado diplomata e jurista francês foi enviado até lá, com o objetivo de “descobrir qual o segredo daquela grande nação”. De volta à França, Alexis de Tocqueville escreveu: “Os Estados Unidos da América são grandes porque são bons”.

 

1.5 EVIDÊNCIAS DA AUTENTICIDADE DAS ESCRITURAS

Segundo o capítulo A Palavra Inspirada de Deus, escrito por John R. Higgins, para o livro Teologia Sistemática, Uma Perspectiva Pentecostal, as evidências da autenticidade tanto do Antigo quanto do Novo Testamento podem ser divididas no apoio interno e no apoio externo, que corroboram em favor da identidade da Bíblia como a Palavra de Deus.

1.5.1 APOIO INTERNO

É legítimo procurar a origem e o caráter de uma obra escrita por meio do exame de seu conteúdo. A Bíblia revela unidade e consistência espantosas quanto ao seu conteúdo, levando-se em conta a grande diversidade havida em sua composição.

O conjunto foi escrito no período de aproximadamente quinze séculos, por cerca de 46 autores diferentes, provenientes de várias classes sociais – políticos, pescadores, agricultores, médicos, reis, etc. Cada um deles escreveu em diferentes locais – palácios, prisões, navios, viagens, exílios, entre outros lugares. Seus textos variavam entre relatos históricos, genealogias, legislações, poesias, profecias e cartas epistolares.

Cada um de seus autores possuía antecedentes únicos em sua constituição como pessoas, carregando suas escritas com experiências, virtudes e fraquezas pessoais. Escreveram em três idiomas diferentes (hebraico, aramaico e grego), e trataram de centenas de temas.

Ainda assim, diante de tão grande diversidade, seus escritos combinados formam entre si um todo homogêneo e consistente, que aponta para o relacionamento entre Deus e a humanidade.

Nas palavras de Josh McDowell a Bíblia não possui “uma unidade superficial, mas profunda. Quanto mais profundamente a estudamos, mais completa essa unidade se nos revela”.

A Bíblia é totalmente relacionada à natureza complexa do ser humano, tratando de todas as áreas inerentes à sua vida (Sl. 119:96). Ainda que tenha sido escrita há milhares de anos atrás, a Bíblia continua atendendo às necessidades de cada geração. As Escrituras dirigem continuamente aquele que as lê em direção ao Deus verdadeiro, lhe possibilitando um encontro pessoal e transformador com Ele.

Cada porção das Escrituras revela um padrão ético e moral que supera em muito os padrões esperados de homens e mulheres comuns. O foco da ética e moralidade bíblicas não se atém apenas ao que a pessoa faz, mas ao que a pessoa é.

Muitos críticos (da ala chamada alta crítica) têm procurado diminuir a credibilidade do AT, por meio da atribuição de novas datas aos seus livros, mais recentes, no interesse de minimizar o caráter acertado das predições proféticas. Entretanto, Peter Stoner analisou oito predições a respeito de Jesus e concluiu que “na vida de uma só pessoa, a probabilidade de elas se coincidirem é de 1 em 100.000.000.000.000.000 (cem quatrilhões). Logo “a única explicação racional de tantas predições exatas, específicas, a longo prazo, é que o Deus onisciente, soberano sobre a história, haja revelado tais conhecimentos aos escritores sagrados”.

1.5.2 APOIO EXTERNO

A Bíblia exerce uma influência marcante sobre toda a sociedade, e isso se comprova factualmente, pois ela já foi impressa, no todo ou em parte, em mais de dois mil idiomas (a ONU afirma que atualmente existem 3 mil idiomas ou dialetos falados no mundo), se tornando o livro mais difundido e lido na história da Terra.

“Tem se dito que se a Bíblia fosse perdida, poderia ela ser reconstruída em suas partes-base a partir das citações tiradas dos livros que se acham nas prateleiras das bibliotecas públicas”.

Os princípios revelados pelas Escrituras serviram para a formulação de todo o sistema legal das nações modernas. Thiessen disse “a Bíblia… produziu os resultados supremos em todas as profissões existentes na vida humana. Tem inspirado sublimemente as artes, a arquitetura, a literatura e a música… Não há livro que se compare a ela na sua influência benéfica sobre a raça humana”.

“A exatidão da Bíblia em todas as áreas, incluindo pessoas, locais, costumes, eventos e ciência, têm sido demonstrada pela história e pela arqueologia. Às vezes, pensa-se que a Bíblia está historicamente errada, mas as descobertas têm dado testemunho de sua veracidade. Por exemplo: há algum tempo, pensava-se que a escrita não havia sido inventada senão depois de Moisés. Mas agora, sabemos que essa ciência remonta até 3.000 a.C. Houve tempos quando os críticos negavam a existência de Belsazar. As escavações, contudo, identificam-no com seu nome babilônico: Bel-shar-usur. Os críticos diziam que os heteus, mencionados 22 vezes na Bíblia, nunca existiram. Agora sabemos que eles foram uma grande potência no Oriente Médio”.

Em muitas épocas foi intentada a destruição da Bíblia (edito de Diocleciano, de 303, ordenando sua completa destruição), ou sua leitura foi proibida à população (Idade Média), contudo, nenhuma delas obteve êxito.

Levando-se em conta que durante muitos séculos ela foi copiada manualmente, grande era a probabilidade dela ter desaparecido. Um célebre filósofo, chamado Voltaire predisse que “dentro de cem anos, o Cristianismo desapareceria”. Cinquenta anos depois da sua morte, ocorrida em 1778, a Sociedade Bíblia de Genebra estava usando o seu prelo e a sua casa para produzir grandes pilhas de Bíblias, conforme relata Sidney Collett.

Por fim, Bruce Metzger, especialista em crítica textual, informa que, “no século III a.C., os estudiosos em Alexandria indicavam que as cópias que possuíam da Ilíada de Homero apresentavam cerca de 95% de fidedignidade. Indica, também, que os textos setentrional e meridional da Mahabharata da Índia diferem entre si numa extensão de 26.000 linhas. Isto contrasta com mais de 99,5% de exatidão para as cópias manuscritas do Novo Testamento. Esse meio por cento de diferença consiste principalmente nos erros de ortografia dos copistas e, mesmo assim, passíveis de correção. Nenhuma doutrina da Bíblia depende de algum texto cuja forma original não possa ser determinada com exatidão.

Explicando as variantes gregas do NT o Dr. Philip Schaff, presidente do Comitê Americano de Revisores diz:

“Esta grande quantidade de variantes do texto grego não deve desconcertar ou alarmar cristão algum. Ela é o resultado natural da grande riqueza de nossas fontes documentais; ela é um testemunho da imensa que o Novo Testamento tem; ela não afeta, mas, ao contrário, assegura a integridade do texto; e ela é um estímulo útil ao estudo.

Somente cerca de 400 das 100.000 ou 150.000 variantes afetam materialmente o sentido. Destas, não mais do que cerca de cinquenta são realmente importantes por alguma razão ou outra; e mesmo destas cinquenta uma sequer afeta um artigo de fé ou um preceito de dever que não seja abundantemente mantido por outras passagens sobre as quais não há dúvida, ou pelo teor total do ensino da Escritura.

O Textus Receptus de Stephens, Beza e Ezevir, e das versões inglesas, ensina exatamente o mesmo cristianismo que o texto uncial dos manuscritos Sinaítico e Vaticano, as versões mais antigas, e a revisão Anglo-Americana”. (SCHAFF, Philip. Companion to the New Testment apud CHAFER, Lewis Sperry. Teologia sistemática. Vol. 1. São Paulo: Hagnos, 2003. p. 122).

 

1.6 REVELAÇÃO, INSPIRAÇÃO E ILUMINAÇÃO

O estudo da revelação, inspiração e iluminação ensina ao homem como a verdade de Deus pôde ser transmitida sem erro, por homens falíveis, e de como o Deus eterno “abre” (iluminação) o entendimento para que os homens compreendam àquela verdade.

A revelação é a influência divina direta que comunica a verdade de Deus ao homem.

A inspiração é a influência divina direta que assegura uma transferência correta da verdade numa linguagem que outros possam entender.

A inspiração bíblica é:

1. Verbal: que significa que o Espírito Santo guiou a escolha das próprias palavras que estão na Bíblia, em meio às palavras conhecidas pelos autores; e

2. Plenária: que significa que toda a Bíblia é infalível e final, em todas as suas porções.

A iluminação é a tarefa efetuada pelo Espírito Santo para possibilitar ao homem, com uma relação correta com Deus, a entender as Escrituras (Lc. 24.44-45, 1 Jo. 2.27).

A revelação, inspiração e iluminação podem ser vistas claramente na passagem de 1Co. 2.9-13 (v. 10, revelação; v. 11-12, iluminação e v. 13, inspiração).

 

1.7 A FORMAÇÃO DO CÂNON E A AUTENTICIDADE DO ANTIGO TESTAMENTO

“Estabelecer o cânon da Bíblia não foi, porém, a decisão dos escritores, nem dos líderes religiosos, nem de um concílio eclesiástico. Pelo contrário: o processo da aceitação desses livros como Escritura deu-se mediante a influência providencial do Espírito Santo sobre o povo de Deus. O Cânon foi formado por um consenso, e não por um decreto. A Igreja não resolveu quais livros deveriam estar no cânon sagrado, mas limitou-se a confirmar aqueles que o povo de Deus já reconhecia como a sua Palavra. Fica claro que a Igreja não era a autoridade; mas percebia a autoridade na Palavra inspirada.” (HIGGINS, John R. A palavra inspirada de Deus. In. HORTON, Stanley M. Teologia sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p. 114-115).

É importante observar que a determinação do cânon, ou lista dos livros da Escritura Sagrada, não é obra da Igreja como entidade organizada. Nós os recebemos, como os Pais e os Concílios os receberam, pois temos evidência de que eles são os escritos dos homens, das classes de homens, cujos nomes eles detêm, merecem crédito, e são inspirados.” (STRONG, Augustus Hopkins. Teologia sistemática. São Paulo: Hagnos, 2003, p. 265).

“A autoridade da Escritura Sagrada, razão pela qual deve ser crida e obedecida, não depende do testemunho de qualquer homem ou igreja, mas depende somente de Deus (a mesma verdade) que é o seu autor; tem, portanto, de ser recebida, porque é a palavra de Deus.

Pelo testemunho da Igreja podemos ser movidos e incitados a um alto e reverente apreço da Escritura Sagrada; a suprema excelência do seu conteúdo, e eficácia da sua doutrina, a majestade do seu estilo, a harmonia de todas as suas partes, o escopo do seu todo (que é dar a Deus toda a glória), a plena revelação que faz do único meio de salvar-se o homem, as suas muitas outras excelências incomparáveis e completa perfeição, são argumentos pelos quais abundantemente se evidencia ser ela a palavra de Deus; contudo, a nossa plena persuasão e certeza da sua infalível verdade e divina autoridade provém da operação interna do Espírito Santo, que pela palavra e com a palavra testifica em nossos corações.” (INGLATERRA. Confissão de fé de Westminster. Da escritura sagrada. Londres, 1647).

O Antigo Testamento constitui a parte inicial da Bíblia cristã e a totalidade da Bíblia hebraica, chamada de Tanakh. Segundo a tradição judaica, o AT pode ser divido em Torah ou livros da Lei, que contém a lei mosaica, Nevi’im ou livros dos profetas e Ketuvim ou escritos (formando o acrônimo Tanakh). A tradição cristã divide o AT em Pentateuco (os cinco livros da Lei e Deus), Livros Históricos, Livros Poéticos e Sapienciais e Livros Proféticos, somando um total de 39 livros.

A genuinidade do Antigo Testamento é, nas palavras de A. H. Strong: “sinceridade de propósito e liberdade de qualquer coisa falsa ou intencionalmente enganosa a respeito da época ou da autoria dos documentos”.

Prova-se a genuinidade do AT através dos seguintes argumentos:

1 – O Novo Testamento faz citação ou alusão a todos os livros do Antigo Testamento como genuínos, exceto seis deles, que são: Juízes, Eclesiastes, Cantares de Salomão, Ester, Esdras e Neemias, entretanto, apesar destes livros não serem citados diretamente no Novo Testamento, eles não trazem nenhum ensino ou doutrina que anule qualquer outra porção das Escrituras.

Juízes – Não se sabe, ao certo, quem seja o autor desse livro de transição, que liga o período de conquista de Canaã por Josué, até os dias da monarquia hebraica. O Talmude aponta Samuel como seu provável autor. Além de não conter nenhuma inscrição que contrarie qualquer ponto bíblico-doutrinário, o livro de Juízes apresenta uma verdade perene por toda a Bíblia: Deus usa somente pessoas cheias do Espírito Santo para sua obra (cf. 3:10, 6:34, 14:6 e At. 1:8, 4:33).

Eclesiastes – Sua autoria, pelo estilo, majestade e tema, é atribuída ao rei Salomão. Apesar de não possuir menções específicas no Novo Testemunho, o livro contem verdades espirituais que se coadunam perfeitamente às doutrinas neotestamentárias (cf. 9:9-10 – Hb. 9:27 / 11:9, 12:14 – Mt. 16:27, Rm. 2:6-8 /  5:15 – I Tm. 6:7).

Cantares de Salomão – É um livro, que pela tradição judaica, foi escrito durante a juventude do rei Salomão, para descrever seu amor pela bela Sulamita. É o livro bíblico que mais trata do relacionamento pré e pós-nupcial, que coloca em relevo a grandeza da vida afetiva entre o homem e a mulher. Apesar de não haver nenhuma referência explícita em outros livros da Bíblia, seu tema foi utilizado pelo autor de Hebreus para exaltar a nobreza de um casamento santo (13:4), e ainda tem sido utilizado como uma alegoria ao amor entre Cristo e a Igreja (cf. Ef. 5:22-23, Ap. 21:1-2, 9-10).

Ester – Seu autor permanece desconhecido até os dias atuais, contudo as evidências literárias intrínsecas apontam para um autor judeu, ou de profundo conhecimento dos costumes hebraicos. O tema desse livro (que não menciona nenhuma vez o nome de Deus) revela uma íntima ligação com o ódio e raiva que desfrutam aqueles que são escolhidos como “povo de Deus”. Trata-se de uma clara alusão ao sofrimento suportado por aqueles que vivem em uma terra alheia, governada por líderes demoníacos, contudo, são livrados sempre pela mão poderosa do Deus ao qual servem.

Esdras – É um livro escrito por um sacerdote e escriba (que empresta seu nome ao livro), com o propósito de relatar os eventos históricos e genealógicos de seu tempo, bem como a volta do povo judeu do exílio babilônico. Contém um dos princípios mais patentes de oração fervorosa e arrependida do AT (cap. 9), onde seu autor é tomado de quebrantamento pelo pecado da nação israelita, princípio esse encontrado, mais vividamente, nos profetas Daniel, Jeremias, Joel e em Neemias.

Neemias – Este livro foi escrito pelo governador Neemias, auxiliado pelo sacerdote Esdras. Sua historicidade foi comprovada no começo do séc. XX, através dos Papiros de Elefantina, que fazem referência à personagens constantes do livro (Sambalate e Joanã), e também à substituição de Neemias como governador em 410. A.C. Este livro se amolda perfeitamente ao restante das Escrituras Sagradas, apesar de não ser mencionado em outro livro bíblico, pois apresenta a figura de um governador piedoso e dirigido por Deus, constantemente em oração, em semelhança ao rei Davi, e ao Rei dos Reis Jesus.

2 – Por meio do testemunho das autoridades judias antigas e modernas que declaram que somente os livros constantes do atual cânon são sagrados.

Nessa esteira estão, segundo A.H. Strong, o historiador Flávio Josefo que “enumera esses livros ‘que, com justiça, desfrutam crédito’”; Filo, que “nunca cita um apócrifo, apesar de que ele cita quase todos os livros do AT”; George Adam Smith, que ensina que “os fatos não apóiam a teoria que atribui o cânon do AT a uma simples decisão da igreja judia nos dias da sua inspiração. O desenvolvimento do cânon do AT foi gradual”, ou seja, ele foi sendo firmado pelo tempo, através de Esdras e Neemias e, finalmente, nas decisões do concílio de rabinos em Jâmnia, entre 90 e 118 d.C. Nesse concílio foi decidido acerca da inclusão de Cantares de Salomão e de Eclesiastes, encerrando assim o cânon do AT.

3 – Através da descoberta do “livro da Lei” no templo (621 a.C), no reinado do rei Josias (II Re. 22:8). Foi justamente nessa data que a Lei, ou Torah, começava a ser observada como a “lei da terra” em Israel (semelhante à força da legislação nacional nos países atuais). Tal descoberta comprova a já existência de porções do AT em formas escritas, juntamente com as passagens de Os. 8:12 (743 – 737 a.C.) e Am. 2:4 (759 – 745 a.C.).

 

1.8 A FORMAÇÃO DO CÂNON E A AUTENTICIDADE DO NOVO TESTAMENTO

Os elementos que garantem a autenticidade do Novo Testamento foram apresentados no capítulo anterior, intitulado Bibliologia, Aspectos Históricos, no item Evidências da autenticidade das Escrituras. Abordaremos, neste momento, a formação e consolidação do cânon do NT, com base na obra O Novo Testamento interpretado versículo por versículo, do Dr. Russell Norman Champlin (São Paulo: Hagnos, 2002, p. 158-160).

Situações que influenciaram a formação do cânon do Novo Testamento:

1 – O AT, que forneceu o impulso criador de um novo testamento;

2 – A vida e as palavras de Jesus Cristo e, em conseqüência a necessidade de criar uma nova autoridade além da autoridade do AT;

3 – A nova religião cristã, que criou a necessidade de mais Escrituras além das Escrituras judaicas, para formar a base da nova revelação;

4 – Os apóstolos, primeiros grandes líderes da nova religião revelada, os quais, com seus livros e epístolas, forneceram a base das novas Escrituras;

5 – Os pais apostólicos, que criaram os cânones primitivos e uma nova autoridade na igreja cristã primitiva;

6 – Os concílios da igreja primitiva e medieval.

Foram adotados na elaboração do cânon do NT, basicamente, sete princípios orientadores, para que os livros fossem considerados como de inspiração divina e, portanto, obrigatórios de constarem no NT, são eles:

1. Circulação Universal – Alguns livros jamais foram aceitos por falta de circulação, enquanto outros foram aceitos tardiamente por falta de circulação na igreja universal, pois circulavam somente em certos setores da igreja.

2. Autoria dos Apóstolos – Ou dos discípulos dos apóstolos. Dentre os apóstolos temos as epístolas de Paulo e de Pedro, e os evangelhos de Mateus e João. Dentre os discípulos temos os evangelhos de Marcos e de Lucas, o livro de Atos, a epístola aos Hebreus, etc.

3. Livros Segundo a Tradição – E a doutrina dos apóstolos: Lucas, Atos, Hebreus, Apocalipse e II Pedro.

4. Rejeição – Houveram livros rejeitados mais tarde, após o tempo dos apóstolos. Isso explica a rejeição final das epístolas de Clemente e outras.

5. Rejeição de Escritos Notadamente Falsos – Também foram rejeitados escritos ridículos ou fabulosos. Entre esses podemos enumerar a maior parte dos livros apócrifos, o evangelho de Tomé e de André, os Atos de Paulo, o Apocalipse de Pedro, entre outros.

6. Rejeição de Livros Heréticos – A literatura que visava propagar heresias, como o evangelho de Tomé e diversos outros livros apócrifos.

7. Uso Universal – Por parte da igreja universal. Alguns livros foram aceitos apenas por determinados setores da igreja, ou somente por alguns indivíduos. Finalmente, os vinte e sete atuais livros do NT foram aceitos e passaram a ser universalmente usados na igreja cristã.

O cânon oriental foi fixado, de forma quase universal, no Concílio de Alexandria, em 325, por Atanásio de Alexandria. Esse cânon continha os vinte e sete livros que temos hoje no NT.

O cânon ocidental foi realizado através dos seguintes concílios: Concílio de Laodicéia, em 363, que proibiu o uso dos livros não-canônicos, esse concílio somente excluiu o livro de Apocalipse; Concílio de Nicéia, em 325, que aceitou o cânon de Atanásio de Alexandria; Concílio de Hipona, em 393, que aceitou os vinte e sete livros atuais; Concílio de Cartago I, em 397, aprovou os atuais vinte e sete livros; Concílio de Cartago II, em 419, que confirmou o anterior, mas separou a epístola aos Hebreus das que são atribuídas ao apóstolo Paulo, Agostinho participou ativamente desses dois últimos concílios.

Finalmente, as várias confissões de fé protestantes confirmaram os vinte e sete livros do NT como os temos atualmente (Confissão de Fé Alemã (Augsburgo) de 1530, por Philipp Melanchthon, Confissão de Fé Escocesa de 1560, por John Knox e outros, Confissão de Fé de Westminster de 1647, Confissão de Fé Batista de 1689).

 

1.9 CARACTERES INTEGRADORES E DISTINTIVOS DO ANTIGO E NOVO TESTAMENTO

Há muitos que apontam para uma diferenciação (e mesmo um antagonismo) entre os pactos e o Deus do AT, e a aliança e graça do Deus do NT. Tais pessoas vêm no AT um Deus perfeccionista e irado, pronto a “vingar toda desobediência”, com Suas vontades voltadas exclusivamente para lhe “garantir um grande nome”, enquanto, no NT, nos deparamos com um Senhor humilde e compassivo, atento e prestativo às carências humanas.

O maior ensino sobre o vínculo existente entre o AT e o NT está em Gálatas, capítulo 3, para o qual remetemos o aluno.

Para comprovarmos, teologicamente, o elo de continuidade existente entre os Antigo e Novo Testamentos, utilizaremos a precisão lição do Dr. Alister E. McGrath, em sua obra Teologia Sistemática, Histórica e Filosófica (São Paulo: Shedd, 2007, p. 204-205).

João Calvino, o reformador suíço, defende a existência de uma fundamental semelhança de continuidade entre os dois testamentos, valendo-se de três argumentos:

1 – Ele enfatiza a imutabilidade da vontade divina. Não é plausível que Deus aja de uma determinada forma no Antigo Testamento e, logo a seguir, aja de uma totalmente distinta no Novo Testamento. Deve existir uma continuidade fundamental de ação e intenção entre os dois testamentos.

2 – Ambos celebram e proclamam a graça de Deus manifestada em Jesus Cristo. Pode ser que o Antigo Testamento seja capaz de oferecer em testemunho da vinda de Jesus apenas “à distância e de forma obscura”; no entanto, seu testemunho da vinda de Cristo é real.

3 – Ambos os testamentos possuem os “mesmos sinais e sacramentos”, dando testemunho da mesma graça por parte de Deus.

Desta maneira, Calvino defende que os dois testamentos são, basicamente, idênticos, diferindo apenas em administratio, porém não em substancia. Com o intuito de comprovar as diferenças entre ambos apenas quanto à forma, e não quanto à substância, Calvino apresenta cinco detalhadas explicações:

1 – O Novo Testamento é mais claro do que o Antigo, em particular com relação às coisas invisíveis. O Antigo Testamento tende a ser impregnado de certas preocupações relativas a coisas visíveis e tangíveis, que pode por vezes obscurecer os propósitos, esperanças e valores intangíveis que estão por trás daquilo que é visível. Calvino exemplifica esse aspecto com uma referência à terra de Canaã. O Antigo Testamento tende a tratar essa propriedade terrena como fim em si mesma, ao passo que o Novo Testamento a considera como reflexo da herança futura, reservada aos cristãos no céu.

2 – Os Antigo e Novo Testamentos adotam uma abordagem diferente em relação à linguagem figurativa. O Antigo Testamento utiliza um modelo de representação da realidade que, conforme sugere Calvino, leva a um encontro indireto com a verdade, por meio de diversas figuras de linguagem e imagens; o Novo Testamento possibilita uma experiência imediata da verdade. O Antigo Testamento apresenta “apenas um reflexo da verdade… a sombra no lugar da substância”, proporcionando uma “antecipação daquela sabedoria que viria a ser um dia claramente revelada”; o Novo Testamento apresenta a verdade de forma direta, em toda sua plenitude.

3 – Há uma diferença entre a lei e o evangelho, ou entre a letra e o espírito. Falta ao Antigo Testamento a ação poderosa e capacitadora do Espírito Santo, ao passo em que o Novo Testamento é capaz de liberar esse poder. A lei é capaz, portanto, de instruir mandamentos, proibir e prometer, mas faltam-lhe recursos necessários para operar algum tipo de transformação fundamental na natureza humana, o que representa, antes de tudo, a razão da necessidade de mandamentos. O evangelho é capaz de “transformar ou corrigir a perversidade que é inerente a todos os seres humanos.” A lei e o evangelho guardam entre si uma relação de continuidade, assim como não se encontram em posições diametralmente opostas.

4 – Percebe-se uma diferença nas emoções desiguais evocadas pela lei e pelo evangelho. O Antigo Testamento evoca temor e tremor, mantendo a consciência em estado de servidão, ao passo que o Novo Testamento provoca uma resposta de liberdade e júbilo.

5 – A revelação do Antigo Testamento era restrita à nação de Israel; a revelação do Novo Testamento possui escopo universal. Calvino restringe a esfera de atuação da antiga aliança a Israel; com a vinda de Cristo, essa separação chegou ao fim, à medida que foi abolida a diferença entre judeu e grego, entre circuncisos e incircuncisos. Assim, o chamado dos gentios distingue o Antigo Testamento do Novo.

Em uma das poucas obras de teologia escritas por um rei (Rei James I da Inglaterra, que também foi o mandante da confecção de uma nova versão da Bíblia em inglês, chamada de King James Version), este apresenta a seu filho, Príncipe Henry, a precisa relação existente entre o Antigo e o Novo Testamento, conforme abaixo:

“Toda a Bíblia é ditada pelo próprio Espírito de Deus para, dessa maneira (assim como por meio de sua palavra viva), instruir e governar toda a igreja em ação, até os confins do mundo. Ela compõe-se de duas partes, os Antigo e Novo Testamentos. A base do Antigo Testamento é a Lei, que expõe nosso pecado e traz em si a justiça. A base do Novo Testamento é Cristo, aquele que perdoando os pecados, encerra em si a graça. A síntese da lei são os Dez Mandamentos, mostrados de forma mais detalhada na Lei e interpretados pelos Profetas: por intermédio de suas histórias são apresentados exemplos da obediência ou desobediência aos mandamentos e qual praemiun ou poena era, conseqüentemente, atribuído por Deus. Contudo, tendo em vista que homem algum foi capaz de cumprir a Lei, nem sequer uma parte dela, aprouve a Deus, em sua infinita bondade e sabedoria, enviar seu próprio Filho como um de nós, segundo a nossa natureza, para alcançar sua justiça mediante o sacrifício de seu Filho por nós: para que, uma vez que não pudemos ser salvos pelas nossas obras, pudéssemos ser (ao menos) salvos pela fé. Portanto, a base da Lei da Graça encontra-se nas histórias do nascimento, vida, morte e ressurreição de Cristo.” (JAMES I da Inglaterra. Basilikon dorom [Dom real]).

 

1.10 PRESERVAÇÃO DAS ESCRITURAS

Como relatado nos capítulos anteriores, por diversas vezes a Bíblia foi alvo de tentativas de destruição completa ou parcial. As línguas em que foi escrita, os locais geográficos de difícil acesso, as características pessoais dos escritores e todas as intempéries às quais seus pergaminhos foram submetidos poderiam ter colaborado para que o texto se perdesse ou que fosse gravemente deturpado.

Contudo, devido à sua autoria divina, esse incomparável livro foi preservado no passado, permanece resguardado no presente e continuará preservado pelos anos que ainda se fizerem necessários até a volta de Cristo, e mesmo depois desse evento, estará em pleno cumprimento no céu!

“Acerca dos teus testemunhos soube, desde a antiguidade, que tu os fundaste para sempre”. (Sl. 119.152)

“O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar”. (Mt. 24.35)

“Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre”. (1Pe. 1.23)

fonte: Defesa do Evangelho

Passos para santificação

Nosso Deus não deixou por menos. Sua ordem é bem enfática: “Sereis santos, porque eu sou santo” (Lv 11.44). Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”(Hb 12.14).
O grande fato é que Ele nos criou para sermos como Ele é, como seu Filho é, como o Espírito Santo é, ou seja três vezes SANTO. À primeira vista, esta parece ser uma ordem impossível de cumprirmos, porque nos sentimos tão pecadores. Ou nos vem à mente a idéia errônea de que santos são umas poucas criaturas privilegiadas, com auréolas nas cabeças e que chegaram, no dizer católico, “à glória dos altares”(e pior ainda, passam a ser idolatradas).

 A verdade bíblica é: desde que fomos comprados e lavados pelo sangue de Jesus e passamos a ser habitados e cheios do Espirito Santo, o próprio Deus nos chama de santos. Reparem como a maioria das cartas Paulo começam: “Aos santos que vivem em Éfeso, Corinto, Colossos.” E por extensão até hoje: “Aos santos que vivem em Porto Alegre, Salvador, Rio de Janeiro…”

A palavra “santo” tem o primeiro sentido de separado para Deus. Ao nos lavar com o sangue de seu Filho Ele já nos purificou e santificou, no sentido de separar para Si mesmo seu povo escolhido. Agora, nós é que iremos cooperar com Ele para que este processo de santificação torne-se cada vez mais refinado. Assim, a santificação efetuada por Deus torna-se, ao mesmo tempo, um ato tremendo de Deus, e um processo em que cooperamos diariamente para tornar-nos cada dia mais semelhante a Jesus.

Vejamos, então, como podemos cooperar eficazmente com nosso Pai neste maravilhoso processo de santificação. Em minha experiência considero os passos que seguem abaixo como deveras importantes:

 1º Passo – Vida de contemplação – O Salmo 34.5 diz: “Contemplai-o e sereis iluminados.” E o Salmo 36.9 acrescenta: “Pois em ti está o manancial da vida, na tua luz vemos a luz.” Quando olhamos todos os dias para Ele nós nos agradamos dele, passamos a ter intimidade com Ele, passamos a gostar dele, a amá-lo, a adorá-lo cada vez mais. Nossa vida tem que ser um retiro o tempo todo. A beleza de Jesus é pra ser contemplada diariamente. E lembre de contemplar Jesus também nos irmãos. “Se teus olhos forem bons todo o teu corpo será luminoso”(Mt 6.22).

 2° Passo – Crescer na confiança que Ele te ama. – Ele te olha com amor todos os dias. O Salmo 34.15 diz que “Os olhos do Senhor repousam sobre os justos.” Deus é amor. Ele nos ama tanto que deu Seu único Filho por nós(Rm 5.8). Qualquer pai, qualquer mãe seguramente se lembra quando contemplava amorosamente seu primeiro filhinho e se deleitava, às vezes, por longos minutos, nesta contemplação. Você sentia gozo, profunda alegria ao olhar com amor aquela criança. Assim Deus nos olha todos os dias.Ele quer estar pertinho de ti a todo momento. Nunca duvide do grande amor de Deus por você e vá crescendo nesta confiança a cada dia. Esta é uma coluna que não pode ser jamais tocada na vida de um cristão. Ele te acha interessante. Ele escolheu gostar de você. Ele é Deus! Primeiro nós O olhamos, depois, cremos que Ele nos olha.

 3º Passo – Provamos a bondade de Deus – O Salmo 34.8: “Provai e vede que o Senhor é bom”; Efésios 5.9 fala: “Porque o fruto da luz consiste em toda a bondade.”O retorno deste relacionamento é provar Seu cuidado, amparo, consolo, suprimento e o Seu amor em todos os aspectos. . Vamos vendo suas promessas cumprindo-se ao nosso redor. “Agrada-te do Senhor e Ele satisfará os desejos do teu coração”(Sl 37.4). Isso produz uma conquista em nós que redunda em gratidão, louvor e adoração. A partir daí você “se abre” mais para Deus. Ao contrário do filho perdido dentro da casa, você passa a entender que tudo o que o Pai tem é teu.

 4° Passo – Seu rosto desvenda-se para ti – É o que diz em 2 Coríntios 3.18: “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando como por espelho a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.”Vamos nos abrindo para a Ele e Ele vai nos mostrando o Seu rosto glorioso. Glória, entre outras coisas, quer dizer PRESENÇA de Deus. Tudo isto vai sucedendo em nossas vidas não por um código de leis, mas através de um íntimo relacionamento com Ele, pela féAo termos nossos ” rostos desvendados”, entramos no processo de contrição, ou seja, passamos a nos ver em contraste com Cristo, a ver sua santa perfeição em contraste com o que ainda falta dele em nós. Enxergamos o nosso estado, os nossos pecados.

 5° Passo – Transformação – Devido a uma ação interior acontece uma mudança exterior. Transformar-se em quem? Nele mesmo, na sua própria imagem. Quem são os que mais vêem a Deus? Os anjos.E qual a característica, o adjetivo que eles mais destacam do que eles vêem em Deus? SANTO, SANTO, SANTO…! Isaías 6.1-4 e Apocalipse 4.8 confirmam o dito. E o seu Espírito que Ele fez habitar em nós é o que? SANTO ! E nós devemos ser o que? SANTOOOOOOS ! “Sede vós também perfeitos como perfeito é o vosso Pai que está nos céus”(Mt 5.48).A vida cristã consiste em transformação. Se não mudamos é porque estagnamos. “E vivereis em novidade de vida”(Rm 6.4). Rejeitemos o complexo do “eu sou assim, eu vivi assim, vou ser sempre assim”; esse tal não tem andado devidamente com Deus. “Anda na minha presença e sê perfeito”(Gn 17.1c). “Transformai-vos pela renovação da vossa mente”(Rm 12.2), Anda mais quem vê mais.O tempo cronológico de um cristão não será medido pelos seus anos de batizado, e sim, o quanto ele esteve diante da presença do único Deus verdadeiro e de Jesus Cristo, o enviado do Pai.

 6° Passo – Mudança de mente – A “metanóia”(mudança de mente) continua. Com toda uma nova realidade de visão e entendimento, o que muda? A mente O alvo de Deus na conversão é a mente. Na santificação não é diferente, continua com a mente. Romanos 12.1-3 fala em “culto racional”, ou seja, da razão, da mente, “…transformai-vos pela renovação da vossa mente…” Daí adquire-se uma nova consciência sensível. Houve uma mudança de visão e, conseqüentemente, , uma nova dimensão de fé! Assim decide-se, na caminhada pessoal, glorificá-lo com uma nova maneira de viver. Aleluia! Não sejamos apenas emotivos, estes se tornam como ondas do mar. E cuidemos para que não “sejam corrompidas as vossas mentes” como diz em 2 Coríntios 11.3.Não é em vão que no sistema da besta, neste presente século, tudo é voltado para uma alienação mental através dos instrumentos da mídia onde se desenvolve uma mentalidade anti-Deus. O diabo é sujo e rasteiro, vem com “sapatinho de lã” Fujam da aparência do mal. Cuidado com a música rock. Jovens cristãos têm ficado perturbados por ela. A quem você vai preferir imitar: o cantor de rap ou o seu pastor? Vivamos a santidade com coerência. A vida cristã consiste em andar em novidade de vida. Os incrédulos têm que enxergar Jesus em você. Tenha hombridade para assumir sua fé.A graça de Deus é para os humildes. Não a profane sendo orgulhoso. O trabalho é do Espírito Santo em você, mas a decisão de cooperar com Ele é sua.

 7º Passo – Você deve perpetuar esta caminhada – Corresponda a Deus em tudo, em honestidade consigo mesmo. “Tá bom, Jesus, vou encarar.” E coopere com o Espírito Santo neste santo processo de extinguir as marcas do velho homem. Diga: Viva Jesus, já fui sepultado. Adeus eu, viva Ele. O Espírito Santo é o teu árbitro. Ele vai sinalizar, vai apitar quando houver faltas e vai governar tua vida (Colossenses 3.15 diz isto). Nunca se torne insensível a Ele, há o perigo da cauterização. Todas as coisas vão cooperar para o teu bem. Ele está nos polindo para a sua glória! Aqueles que incorporaram esta proposta estão de parabéns.

 Com isto cresçamos na confiança da sua soberania. Soberano é aquele que está acima de todas as coisas. Nada acontece em vão. Deus faz com que todas as coisas cooperem para o nosso bem, segundo a vontade dele, ou seja, com o objetivo de sermos “conformes à imagem de seu Filho.”(Rm 8.29)

( Fica implícito que, em cada um destes passos, existem práticas cotidianas que são indispensáveis: a leitura das Escrituras, a oração, o jejum, o profetizar, o tomar a cruz e o negar-se a si mesmo, o serviço de proclamadores ao mundo e a relação nas juntas de discipulado e companheirismo(“o crescimento que procede de Deus” – Colossenses 2.19

Falso evangelho no fim dos tempos

Com um discurso doce, agradável e de uma aparente saciedade espiritual, assim tem sido o evangelho apóstata e herético em muitos lugares.  Com um ingrediente viciante chamado “prosperidade material” muitas comunidades cristãs tem esquecido da essência evangélica da abnegação e do amor altruísta e se misturado no perigoso caminho do evangelho chocolate como diz Pastor Max Pond.

Esse evangelho chocolate que é pregado  enfatiza muito o “ter” e não o “ser” do cristão, o individualismo ao invés do altruísmo. Acaba com as campanhas de facilidade , de certa forma,  incentivando o amor ao dinheiro e a riqueza (avareza).  Como disse Pr. Max Pond o culto de missões tem sido substituído  por cultos para empresários, pois esses são muito mais vantajoso$. E assim como o chocolate traz sérios problemas para o coração do homem, este evangelho chocolate também traz consigo sérios prejuízos ao coração de Deus nesta Terra, ou seja, o  Corpo de Cristo.

Na verdade todas essas coisas mostram de fato o tempo que estamos vivendo e o perigo da apostasia e das heresia na Igreja nesses últimos dias.

Segundo o dicionário a palavra apostasia significa no original grego “estar longe” ou se afastar.

Esta apostasia, então nos afasta, ou seja, nos deixa longe daquilo que é o verdadeiro evangelho e o real ensinamento de nosso Senhor Jesus Cristo.

Pedro em sua segunda carta, cita que muitas pessoas ,nos últimos dias serão como animais irracionais, “seguindo sua própria natureza: , sendo presos e mortos, blasfemando o que não entendem e perecendo na sua corrupção(2 Pe 2;12).

Mostra nessa carta o surgimento de falsos mestre e profetas, trazendo heresias e perdição trazendo repentina destruição, blasfemando assim o caminho da verdade. Também diz que por “avareza” farão negócio de vós com palavra fingidas(2 Pe 2:3).

O que temos visto hoje são muitas pessoas combatendo o caminho da verdade que está contido nas Sagradas Escrituras, principalmente muitos grupos querem que a Bíblia se enquadre em suas concupiscências. Existem grupos que chamam a Bíblia de antiquada e “blasfemam” contra a verdade. A palavra de Deus atesta que assim como Deus não perdoou os anjos que pecaram, nem o mundo antigo e condenou Sodoma e Gomorra, assim será “reduzido as cinzas” aqueles que vivem impiamente recebendo o galardão da injustiça (2 Pe 2:4-13). E essa palavra é para aqueles que estão fora como dentro de Igreja.

“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios;” (I Timóteo 4 : 1).

Quando Paulo escreveu a Timóteo citou certos ensinos que tinham o intuito de destruir a base familiar, apoiando ações egoístas e carnais. Ensinos cheios de sabedoria humana, mas não segundo as Escrituras. Ensinos esses que parecem ser espirituais, mas que levam a morte espiritual , pois fazem as pessoas desejarem e buscarem satisfazer as suas vis concupiscências. Como diz as Escrituras:

Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se desses também. São esses os que se introduzem pelas casas e conquistam mulheres instáveis sobrecarregadas de pecados, as quais se deixam levar por toda espécie de desejos. Elas estão sempre aprendendo, mas jamais conseguem chegar ao conhecimento da verdade. 
(2 Timóteo 3:1-7)

Paulo diz que nesse tempo as pessoas serão materialistas. O grande escritor Charles Swindoll em seu livro; “Como viver acima da mediocridade” diz que os 4 terríveis perigos do sistema mundano estão baseados em 4 p´s  : Poder, Prazer, Prestígio e Posses.

Este falso evangelho que tem se pregado ressalta justamente isso em detrimento da verdadeira riqueza como diz o Senhor Jesus:

Ordene aos que são ricos no presente mundo que não sejam arrogantes, nem ponham sua esperança na incerteza da riqueza, mas em Deus, que de tudo nos provê ricamente, para a nossa satisfação.(1 Tm 6;17)

Vemos isso nitidamente quando os cultos das bençãos vivem sempre lotados, enquanto os da escola bíblica cada vez com mais escasso de pessoas.

Por quê isso ?

Simples.  As palavras pregadas no culto das bençãos são “doces”, como chocolate e atraem um grande número “consumidores” vazios  sem precisar transformá-los em crentes. A palavra pregada nesses cultos são recheadas de psicologia positiva, auto-ajuda e motivação, mas são poucas efetivas no que se refere a verdadeira transformação do cristão.

Já as escolas bíblicas e o ensino cristão atraem o inverso, pessoas que desejam se comprometer com Deus e saber mais de Sua palavra e Sua Vontade. Nas escola bíblicas a mensagem na maioria das vezes não costuma ser doce ou se valer da eloquência, mas do conhecimento bíblico(onde muitos mensageiros se perdem). Conheci, inclusive  alguns ministros da prosperidade que se negam a ir a escolas bíblicas de onde congregam , pois dão a desculpa de serem monótonas. A realidade é que são nesses estudos que se percebem o quanto o evangelho chocolate não serve para alimentar.  São nesses estudos que toda auto-suficiência , mundanismo e falsa humildade cai por terra.  Nesse lugar a mensagem e o estudo não servem para agradar, para massagear ego, mas para instruir a pessoa a viver como uma nova criatura. É nesse lugar onde as bases cristãs são lançadas e onde muitas pessoas são confrontadas com seu modo ímpio de viver. É no estudo bíblico que aprendemos o valor da oração, a importância da abnegação (carregar a cruz e seguir Jesus) e o viver em comunhão, tanto com Deus, quanto aos homens.

Meu profundo desejo é que este estudo sirva para que muitas  possam identificar se não estão ou não neste evangelho de chocolate .  Também é meu desejo que a cada dia muitos possam se  firmar em Deus e com isso se afastar desse tipo de mensagem, que na realidade é nociva, apóstata e herética.

O povo perece por falta de conhecimento

Desde o começo do mundo o agente causador da destruição humana tem sido o pecado. No início ele destruiu o que de mais belo existia que foi a comunhão do homem com seu criador. O pecado entrou no mundo por causa da desobediência do homem em relação a vontade de Deus. No decorrer dos séculos o pecado continuou e continua destruindo muitas vidas tendo um aliado muito eficaz que é a falta do conhecimento.

Uma tragédia sem igual aconteceu com o povo de Deus no tempo do profeta Oséias – O povo foi destruído por falta de conhecimento (Oséias 4 : 6). Mas, que conhecimento era este? Não era o conhecimento secular e muito menos cientifico, senão a ciência a respeito do próprio Deus, por intermédio de Sua Palavra? Conhecer a Deus é obrigação de todo àquele que professa fazer parte do seu povo (Oséias 6 : 3). É própria da vontade de Deus que o seu povo, além de conhecê-lo, também o entenda (Jeremias 9 : 24 ; 24 : 7). O Senhor Deus, primeiramente se revelou a Israel, mas, pela boca de Ezequiel, falou que os gentios (não-judeus) também o conheceriam nos últimos dias (Ezequiel 38 : 16). Em sua oração sacerdotal, Jesus deixou bem claro que a vida eterna que tantos almejam, depende prioritariamente de conhecermos a Deus como único Deus verdadeiro, bem como também a Jesus como o enviado de Deus (João 17 : 3).

Oséias significa “Salvação”, de onde procede o nome Josué, cujo significado é Jeová é salvação. Ele era filho de Beeri e profetizou para o reino do Norte no período de 753 a 715 aC. sob o reinado de Jeroboão II. Nesse tempo, Israel que era formado por doze tribos já estava com seu reino dividido, estando dez tribos ao norte (Israel) e duas tribos ao sul (Judá). Israel (tribos do norte), formado pelas dez tribos tomou como capital Samaria e apostatou da fé e se prostituiu indo após deuses estranhos. Para fazer notória essa apostasia e prostituição, Deus ordena que Oséias se case com uma prostituta de nome Gomer. Mesmo sabendo que ela não lhe seria fiel e que o abandonaria, Oséias a trata com amor e ternura. O amor de Oseias por sua esposa infiel era uma maneira de Deus fazer conhecido o seu amor pelo reino do norte que o havia abandonado, traindo-o com os falsos deuses de Canaã; mas que estava disposto a perdoar a traição e recebê-los novamente como Seu povo. Porém, isso só seria possível se o povo conhecesse a real vontade de Deus e tomasse uma atitude de abandonar o pecado para servi-lo (Oséias 1 : 2 ; 3 : 1 – 5).

“E dar-lhes-ei coração para que me CONHEÇAM, porque eu sou o SENHOR; e ser-me-ão por povo, e eu lhes serei por Deus; porque se converterão a mim de todo o seu coração.”  (Jeremias 24 : 7).

A RESPONSABILIDADE DO SACERDOTE EM LEVAR O CONHECIMENTO DA LEI AO POVO

Deus se faz conhecido a seu povo mediante as obras de suas mãos e pela Sua palavra revelada na lei (Salmo 19 : 1). Naquele tempo, apenas os sacerdotes e os reis possuíam a lei escrita. Os sacerdotes descendentes de Levi haviam sidos separados dentre as doze tribos de Israel, como tribo sacerdotal para intermediarem o povo perante de Deus. Suas responsabilidades como sacerdotes consistiam em oferecer sacrifícios, interceder e principalmente levar o conhecimento de Deus ao povo por intermédio da lei que Moisés deu a Israel. “Porque os lábios do sacerdote devem guardar o CONHECIMENTO, e da sua boca devem os homens buscar a lei porque ele é o mensageiro do SENHOR dos Exércitos.” (Malaquias 2 : 7).  Os sacerdotes, como ungidos de Deus deveriam ser um exemplo para toda a nação, assim como é exigido dos ministros da Nova Aliança também o serem. Eles jamais deveriam relaxar nessa responsabilidade, pois se o povo, como rebanho de Deus, viesse a apostatar dos caminhos de Deus, eles seriam duramente responsabilizados por isso. (1Timóteo 4 : 12).

Os sacerdotes sabiam perfeitamente de suas responsabilidades quanto a alimentar o rebanho de Deus com a genuína doutrina da palavra, mas, se deixaram dominar pelo sentimento de cobiça e avareza, o que levou a praticarem outros pecados como a luxúria, prostituição e a idolatria (Oséias 4 : 13). O mais triste diante de tudo isso foi que os sacerdotes descobriram que manter o povo na ignorância era mais promissor e lucrativo do que lhes mostrar o caminho de Deus. Será que não acontece o mesmo nos dias atuais?

Naquele tempo, antes da manifestação do Messias, os pecados do povo eram cobertos mediante a entrega sistemática de ofertas no altar e todo hebreu, sem exceção, precisava ir ao templo e perante o sacerdote confessar suas culpas levando uma oferta como oblação pelos seus pecados (Levítico 9 : 1 – 7). Ninguém poderia se apresentar ao sacerdote de mãos vazias, pois, das suas ofertas entregues no altar dependiam o perdão de seus pecados. A cada pecado cometido, tornava-se obrigatório o pecador se apresentar ao sacerdote levando sua oferta e os sacerdotes viram que isso era bom pra eles. Assim, eles se calavam não repassando a congregação os conselhos de Deus, deixando o povo a vontade para pecar contra o Senhor. A única coisa que faziam era lembrar o povo que a todo pecado cometido se fazia necessário fazer expiação por eles, levando ao altar suas ofertas, é claro. Dessa forma, o pecado foi pouco a pouco destruindo o povo santo, pois o conhecimento da palavra de Deus, tão necessário a salvação lhes era negado por causa da ambição dos sacerdotes.

O capítulo 4 do livro de Oséias começa com a indignação de Deus face a desgraça que se abateu sobre seu povo. O versos 1 a 3 descrevem a tragédia que aconteceu pela falta do conhecimento de Deus.

1 “Ouvi a palavra do SENHOR, vós filhos de Israel, porque o SENHOR tem uma contenda com os habitantes da terra; porque na terra não há verdade, nem benignidade, nem CONHECIMENTO de Deus”.

2  Só permanecem o perjurar, o mentir, o matar, o furtar e o adulterar; fazem violência, um ato sanguinário segue imediatamente a outro.

3  Por isso a terra se lamentará, e qualquer que morar nela desfalecerá, com os animais do campo e com as aves do céu; e até os peixes do mar serão tirados.

De quem era a culpa por tal calamidade? Daqueles que foram separados e ungidos para fazerem Deus conhecido ao povo, mediante a revelação da lei escrita – os sacerdotes.

No verso 6, o Senhor revela sua tristeza com a destruição de seu povo e imediatamente dá a sentença punitiva aos responsáveis por essa desolação: “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o CONHECIMENTO; porque tu rejeitaste o CONHECIMENTO, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos”. No verso 8, Deus revela claramente o motivo que fez os sacerdotes agirem dessa maneira: “Comem da oferta pelo pecado do meu povo, e pela transgressão dele têm desejo ardente”. O Senhor mostra claramente que os sacerdotes não agiram por ignorância, mas conscientes do que estavam fazendo, pois eles tinham ardente desejo em que o povo continuasse transgredindo os mandamentos de Deus, afinal, isso dava lucro. No novo testamento Pedro profetizou que nos nossos dias surgiriam homens com as mesmas características (2Pedro 2: 1 – 3).

Mas Deus promete castigar os sacerdotes mediante as obras que fizeram, uma vez que eles mesmos se entregaram ao pecado assim como fizeram o povo errar (Oséias 4 : 9). Eles perderiam o privilégio de serem sacerdotes diante do Senhor, assim como aconteceu com o ministério de Eli que foi conivente com o pecado de seus filhos (1Samuel 2 : 30).

A CONTEMPORANEIDADE DA MENSAGEM DE OSÉIAS.

Na nova aliança sob a qual vivemos, Jesus edificou a Sua igreja e o seu desejo é que ela cresça em graça e CONHECIMENTO, a fim de que ela também não seja destruída como Israel o foi no tempo de Oséias (2Pedro 3 : 18). Jesus estabeleceu a Sua igreja neste mundo como um corpo sacerdotal (1Pedro 2 :9); concedendo-lhe dons ministeriais para sua edificação (Efésios 4 : 11). Como corpo sacerdotal, pesa sobre nós a responsabilidade de nos exortarmos mutuamente para que ninguém seja destruído pelo pecado como foi Israel no tempo de Oséias: “Por isso exortai-vos uns aos outros, e edificai-vos uns aos outros, como também o fazeis.” (I Tessalonicenses 5 : 11);”Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado;”  (Hebreus 3 : 13).

Jesus não estabeleceu sacerdotes específicos sobre Sua igreja, conforme o modelo veterotestamentário, mas ministros pelo dom do Espírito Santo com semelhante responsabilidade que é levar o conhecimento da vontade de Deus, mediante o evangelho (1Tessalonicenses 2 : 4). Àqueles que são chamados e separados para esta finalidade, o Espírito Santo aconselha a não tomarem o mesmo caminho dos sacerdotes do tempo de Oséias que foi a ganância e a avareza pela qual eles corromperam seus ministérios (1Timóteo 3 : 3). Também é de responsabilidade de todo aquele que é aspirante ao ministério do evangelho ter as devidas condições de levar o conhecimento da Palavra de Deus a sua eleita. “Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro,APTO PARA ENSINAR;” (1Timóteo 3 : 2).

É importante salientar que ter conhecimento não é saber textos decorados da bíblia e lançá-los à igreja como muitos até gostam de exibir mostrando que “conhecem” a bíblia. Não, ter conhecimento é, sobretudo, ter o discernimento da vontade de Deus que Ele dá somente a quem pede e busca (Tiago 1 : 5).

Paulo, chamado e separado por Deus para ser o apóstolo dos gentios entendeu sua responsabilidade e, ao se despedir da igreja em Éfeso, pois não iria mais voltar alí, disse: “Portanto, no dia de hoje, vos protesto que estou limpo do sangue de todos. Porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus.” (Atos 20 : 26 , 27). Paulo sabia muito bem que: “Não havendo sábios conselhos, o povo cai, mas na multidão de conselhos há segurança.” (Provérbios 11 : 14). Por isso que no fim de sua carreira neste mundo pode dizer com muita convicção: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.” (2Timóteo 4 : 7).

CONCLUSÃO

Quantos ministros da atualidade podem dizer o mesmo que Paulo?

Quantos de fato têm anunciado ao povo TODO o conselho de Deus sem mudar nada do que está escrito?

Quantos, a semelhança daqueles sacerdotes também têm se calado, deixando o pecado minar suas congregações por medo de perder as vantagens financeiras?

Quantos não estão a se enquadrar no que está escrito em Isaías 5 : 10 – 23?:

“18  Ai dos que puxam a iniqüidade com cordas de vaidade, e o pecado com tirantes de carro!

19  E dizem: Avie-se, e acabe a sua obra, para que a vejamos; e aproxime-se e venha o conselho do Santo de Israel, para que o conheçamos.

20  Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!

21  Ai dos que são sábios a seus próprios olhos, e prudentes diante de si mesmos!

22  Ai dos que são poderosos para beber vinho, e homens de poder para misturar bebida forte;

23  Dos que justificam ao ímpio por suborno, e aos justos negam a justiça!”

Não esqueçamos que de Deus não se zomba (Gálatas 6 : 7). No passado Ele puniu os sacerdotes que fizeram o Seu povo errar e se perder pelo pecado. E também não terá por inocente os ministros do evangelho que relaxarem no cuidado com a sã doutrina pondo a perder o rebanho do Senhor.

“Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo.”  (Tiago 3 : 1).